Muita gente não gostava de Paulo Francis. Embora ele tenha participado do famoso e inesquecível grupo de o PASQUIM, o lendário tablóide que combateu os governos militares, e que só agora com a indenização recebida por Ziraldo descobrimos que se tratava somente de um investimento, era tachado pela esquerdalha como de direita.
Ele escreveu livros muito interessantes, os quais tenho alguns em minha biblioteca, entre eles Waaal - O Dicionário da Corte, editado pela Companhia das Letras.
Por seu estilo sarcástico, era odiado por muita gente. Intelectual de grande conhecimento das letras e artes em geral, residia em New York, onde morreu.
Estava sendo processado pelo presidente da Petrobrás, o que lhe causou grandes aborrecimentos, e depressão que pode ter lhe levado a morte.
No Waaal ele vem com verbetes onde dá a sua opinião sobre tudo, e principalmente sobre todos.
Sobre chuva, diz ele que Toró depois de muitos dias de seca. Chato. Chuva é bom para as colheitas, mas eu não sou colheita.
Comunismo, a melhor propaganda anticomunista é deixar os comunistas falarem.
Sobre Cuba: é a própria desconstrução. Importa açúcar, de que é grande produtora, e exporta óleo, que não tem.
O meu verbete favorito é o “ escrever “ , segundo ele escrever é a maior satisfação que um autor pode ter, um diálogo íntimo com um leitor desconhecido. É o que sinto e passagens de Joyce (James), Dostoievski e outros favoritos, a impressão de que eles escreveram aquilo exclusivamente para mim.
Sobre esportes, arrasou: tolerância de tênis: dez minutos; basquete: cinco minutos; futebol americano: cinco minutos; beisebol; zero minuto.
Não percam este sobre Vera Fischer: Vera me bloqueia qualquer pensamento que não seja sexual. Ela tem o ar de madre superiora sendo tomada à força.
Autobiográfico: Francis, Paulo – Eu sou o que se chama um “radical órfão”. Não acredito em nada, nem em socialismo, nem em capitalismo. Procuro ser um bom jornalista, cumprir meu dever, ganhar a vida.
Neste aqui parece que combinamos: Ideologia, durante alguns anos fez vista grossa às implausibilidade e desconversa das esquerdas. Até que achei que não era compatível com quem toma banho todo o dia. Nunca apoiei governo algum. Acho que é um dever do jornalista adotar o moto dos anarquistas. Hay gobierno, sou contra. Adios.
Em “ler” – leio mais de cem livros ao ano. Não digo que termine todos. Ao contrário, termino raros e pulo passagens que não me interessam em quase todos.
Sobre o próprio Pasquim fulminou: Não acho que tenha sido o humor, por si, que tenha vendido tanto O Pasquim. Foi a censura que vendeu o jornal. Censurados, não podíamos espinafrar o regime, logo tivemos de dar asas à nossa imaginação, como dizem, e não cair nas reclamações monocórdias típicas da esquerda.
Aqui abro um parêntese, para dizer que fui um leitor de O Pasquim, esperando sempre por sua nova edição. Tudo em função da censura. Anos passados, eles resolvem lançar ma antologia de O Pasquim, iniciando é claro pelos primeiros números, fui correndo comprar e, ao ler, que decepção. Na verdade não foi O Pasquim que mudou ele estava ali do mesmo jeitão, eu é que não sou mais ou mesmo, nem os tempos...
Finalizo com uma autocrítica de Paulo Francis: “Dizem que ofendo as pessoas.É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão comum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. O leitor que julgue.”
Este era Paulo Francis, um irreverente. Não um grosso. As pessoas fazem confusão entre irreverência e grossura. O irreverente é um sincero, com um pouco de ironia, enquanto o grosso é um falso, com um pouco de falta de educação.
É claro que o saudoso Paulo Francis fazia parte do primeiro time. Faz muita falta.
Existem duas pessoas inviáveis dentro de mim: a primeira, a que os meus inimigos imaginam; a segunda, a que os meus amigos propagandeiam.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
domingo, 8 de junho de 2008
O ENGRAÇADINHO
Hoje acrescentarei mais um estereótipo à minha coleção que começou com o CHINELÃO, passou pelo BOLHA e agora completo com o ESGRAÇADINHO.
Não se trata do "Hyphessobrycon Flammeus", que é um peixinho carioca de pouco mais de quatro centímetros, mas sim de um tipo de "Homo sapiens".
O engraçadinho nada tem de bolha, pois o bolha é gente fina, é só um exagerado, o engraçadinho está mais para chinelão.
Todo mundo conhece um engraçadinho. Ele faz piada com tudo, debocha de todos, principalmente de seus desafetos. Geralmente, como não tem argumentos para derrubar as teses de seus inimigos, faz pilhérias com o seu “ex-adversus”, numa tentativa vã de desmoralizar a grei contrária. Busca sempre tirar do foco os seus pontos fracos, assim giza as posições e fatos que julga hilário em seu alvo preferido.
O engraçadinho adora onomatopéias, assim escreve utilizando sons para reproduzir idéias, pois se diverte muito com estas besteiras.
Nolmalmente é psicastênico, visto que dotado de fraqueza intelectual, a par de sua (até boa) formação, é inseguro quanto à ela, e busca desmoralizar as pessoas que lidam bem com a cultura.
É enfadonho e repetitivo, um verdadeiro ramerrão, repetindo as mesmas histórias e as mesmas piadas.
Uma característica do engraçadinho é usar palavras alienígenas. Como é curto de conhecimento, geralmente usa o inglês, principalmente aquelas palavras que todo mundo conhece. Uma vez fui a um casamento religioso, onde o noivo ao ser indagado se aceitava a noiva largou um sonoro: “YES”. É claro que o casamento não durou muito. Não dá para aturar o engraçadinho por muito tempo.
O engraçadinho ao cumprimentar as pessoas, dá longos abraços, principalmente nas senhoras, pois sempre se julga íntimo delas. Mesmo que os maridos das cumprimentadas fiquem com um pé atrás, o engraçadinho não se abala. Prefere perder o amigo a perder a oportunidade de afofar a mulher alheia.
O engraçadinho arrasta a asa para qualquer coisa que use saia. A mulher dele não liga, pois afinal de contas ele é somente uma pessoa feliz, que gosta de extravasar sua felicidade com todos os seus interlocutores. As vezes ele se dá mal, mas disfarça e sai à francesa, pois se de cinco botes tirar um já é lucro.
O engraçadinho gosta de festa, pois é a ocasião própria para exibições de hilaridade, e onde, geralmente, as pessoas estão descontadas em seu sentido de crítica, sob o efeito do álcool. Neste seu ambiente conta piada, canta e declama. É sim: engraçadinho que não conta piada, não canta e não declama não tem qualquer chance de vencer. Vai ver que é por isso que eu tenho a mínima graça.
Isso tudo não é culpa do engraçadinho, ele não se dá conta, acha que é normal. Não age com maldade, e sim com espontaneidade. Ele não tem culpa se já nasceu assim engraçadinho...
(Qualquer semelhança com pessoas ou coisas reais é mera coincidência, pois aqui somente se lida com pessoas de ficção)
Não se trata do "Hyphessobrycon Flammeus", que é um peixinho carioca de pouco mais de quatro centímetros, mas sim de um tipo de "Homo sapiens".
O engraçadinho nada tem de bolha, pois o bolha é gente fina, é só um exagerado, o engraçadinho está mais para chinelão.
Todo mundo conhece um engraçadinho. Ele faz piada com tudo, debocha de todos, principalmente de seus desafetos. Geralmente, como não tem argumentos para derrubar as teses de seus inimigos, faz pilhérias com o seu “ex-adversus”, numa tentativa vã de desmoralizar a grei contrária. Busca sempre tirar do foco os seus pontos fracos, assim giza as posições e fatos que julga hilário em seu alvo preferido.
O engraçadinho adora onomatopéias, assim escreve utilizando sons para reproduzir idéias, pois se diverte muito com estas besteiras.
Nolmalmente é psicastênico, visto que dotado de fraqueza intelectual, a par de sua (até boa) formação, é inseguro quanto à ela, e busca desmoralizar as pessoas que lidam bem com a cultura.
É enfadonho e repetitivo, um verdadeiro ramerrão, repetindo as mesmas histórias e as mesmas piadas.
Uma característica do engraçadinho é usar palavras alienígenas. Como é curto de conhecimento, geralmente usa o inglês, principalmente aquelas palavras que todo mundo conhece. Uma vez fui a um casamento religioso, onde o noivo ao ser indagado se aceitava a noiva largou um sonoro: “YES”. É claro que o casamento não durou muito. Não dá para aturar o engraçadinho por muito tempo.
O engraçadinho ao cumprimentar as pessoas, dá longos abraços, principalmente nas senhoras, pois sempre se julga íntimo delas. Mesmo que os maridos das cumprimentadas fiquem com um pé atrás, o engraçadinho não se abala. Prefere perder o amigo a perder a oportunidade de afofar a mulher alheia.
O engraçadinho arrasta a asa para qualquer coisa que use saia. A mulher dele não liga, pois afinal de contas ele é somente uma pessoa feliz, que gosta de extravasar sua felicidade com todos os seus interlocutores. As vezes ele se dá mal, mas disfarça e sai à francesa, pois se de cinco botes tirar um já é lucro.
O engraçadinho gosta de festa, pois é a ocasião própria para exibições de hilaridade, e onde, geralmente, as pessoas estão descontadas em seu sentido de crítica, sob o efeito do álcool. Neste seu ambiente conta piada, canta e declama. É sim: engraçadinho que não conta piada, não canta e não declama não tem qualquer chance de vencer. Vai ver que é por isso que eu tenho a mínima graça.
Isso tudo não é culpa do engraçadinho, ele não se dá conta, acha que é normal. Não age com maldade, e sim com espontaneidade. Ele não tem culpa se já nasceu assim engraçadinho...
(Qualquer semelhança com pessoas ou coisas reais é mera coincidência, pois aqui somente se lida com pessoas de ficção)
sábado, 7 de junho de 2008
LEALDADE
Discordo de Paulo Santana em muitas coisas, principalmente quanto aos problemas de relacionamentos pessoais, morais e amorosos, mas quanto ao problema que ele levantou nos dois últimos dias sobre as gravações sem autorização ele está com a razão.
Quando você está sozinho com uma pessoa, está desarmado, confiante nos limites da discrição do seu interlocutor. Jamais você espera que o diálogo vá parar inteiro na mídia. E, principalmente, que possa virar prova contra você, tanto faz que cível ou criminal.
O caso se agrava quando a pessoa com quem você está conversando é que está gravando, ou seja, ele sabe adrede que a gravação será divulgada, então, ele não se expõe, daí o desequilibro das posições é flagrante; é óbvio. Uma pessoa, que é você, abre o coração releva suas fragilidades, enquanto a outra esconde as suas próprias mazelas, escancarando as da vítima.
Não se trata aqui de obtenção de prova ilegal, pois o instituto tem suas próprias regras ditadas pelo direito penal e processual penal, mas sim normas de conduta, de ética, de princípios gerais de lealdade, com os quais se nasce ou não se nasce com eles.
O homem desleal não tem coração. Já dizia Sêneca que a lealdade é o bem mais sagrado do coração humano. O homem que não é leal não se importa com as conseqüências de sua deslealdade, mesmo que ela vá além da pessoa a quem pretende atingir.
O homem que se julga inteligente, mas não é leal, não passa de um tolo, assim já dizia Elbert Hubbar para quem um grama de lealdade vale um quilo de inteligência.
O homem que é leal tem a sua cabeça aberta, livre e leve, contrário senso, o que trai tem o coração atormentado. São do Marquês de Maricá (Mariano da Fonseca) as palavras que a lealdade refresca a consciência, a traição atormenta o coração. No mesmo sentido, William Scheakespeare para quem a lealdade dá tranqüilidade ao coração.
Finalmente, ainda o Marquês de Maricá fulmina dizendo que a genuína lealdade é caluniada e proscrita quando os traidores alcançam o poder e autoridade. Acrescento eu: quando o homem busca a deslealdade para alcançar seus objetivos atingiu o fundo do poço.
Quando você está sozinho com uma pessoa, está desarmado, confiante nos limites da discrição do seu interlocutor. Jamais você espera que o diálogo vá parar inteiro na mídia. E, principalmente, que possa virar prova contra você, tanto faz que cível ou criminal.
O caso se agrava quando a pessoa com quem você está conversando é que está gravando, ou seja, ele sabe adrede que a gravação será divulgada, então, ele não se expõe, daí o desequilibro das posições é flagrante; é óbvio. Uma pessoa, que é você, abre o coração releva suas fragilidades, enquanto a outra esconde as suas próprias mazelas, escancarando as da vítima.
Não se trata aqui de obtenção de prova ilegal, pois o instituto tem suas próprias regras ditadas pelo direito penal e processual penal, mas sim normas de conduta, de ética, de princípios gerais de lealdade, com os quais se nasce ou não se nasce com eles.
O homem desleal não tem coração. Já dizia Sêneca que a lealdade é o bem mais sagrado do coração humano. O homem que não é leal não se importa com as conseqüências de sua deslealdade, mesmo que ela vá além da pessoa a quem pretende atingir.
O homem que se julga inteligente, mas não é leal, não passa de um tolo, assim já dizia Elbert Hubbar para quem um grama de lealdade vale um quilo de inteligência.
O homem que é leal tem a sua cabeça aberta, livre e leve, contrário senso, o que trai tem o coração atormentado. São do Marquês de Maricá (Mariano da Fonseca) as palavras que a lealdade refresca a consciência, a traição atormenta o coração. No mesmo sentido, William Scheakespeare para quem a lealdade dá tranqüilidade ao coração.
Finalmente, ainda o Marquês de Maricá fulmina dizendo que a genuína lealdade é caluniada e proscrita quando os traidores alcançam o poder e autoridade. Acrescento eu: quando o homem busca a deslealdade para alcançar seus objetivos atingiu o fundo do poço.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
DE COMO FAZER DA DOR UMA DOCE LEMBRANÇA
Toda a dor tem limites. É necessário que em situações de dor intensa saibamos o ponto em que não devemos ultrapassar as fronteiras do razoável, embora nestas ocasiões entendemos que ela (a dor ) já rompeu todas as cancelas.
Temos responsabilidade com o nosso próprio eu, pois devemos zelar pela nossa sanidade mental, haja vista que não estamos sós. Existem nossos cônjuges, nossos filhos, nossos familiares, demais afetos e amigos que se preocupam conosco.
Além disso, há a responsabilidade espiritual, pois uma vida, que é um dom divino a proteger. Este princípio é presente em qualquer religião. O sofrimento tem um limite, além do qual sofrem corpo e alma.
Alguém que perde um ente querido muito próximo (o que já ocorreu comigo), tem responsabilidade, como já disse, consigo e com os demais que o cercam, este é um grande desafio. E, é de desafios e de sonhos que se vive.
Transformar a dor em aprendizado é o nosso grande achado, num misto deste aprendizado com crescimento e, por que não dizer de purificação.
Enfrentar com altivez a nossa dor é uma forma de homenagear a pessoa de nosso ente que partiu. Sei que constitui uma prova a cada dia, mas ela é necessária. Devo parar para pensar: será que o meu afeto que se afastou queria o meu sofrimento? É evidente que não.
Transformar a dor em saudade; e esta como numa doce lembrança a embalar nossos sonhos. E, principalmente pensar na pessoa querida sorrindo para nós, a nos dizer: estou aqui a zelar por ti...
Temos responsabilidade com o nosso próprio eu, pois devemos zelar pela nossa sanidade mental, haja vista que não estamos sós. Existem nossos cônjuges, nossos filhos, nossos familiares, demais afetos e amigos que se preocupam conosco.
Além disso, há a responsabilidade espiritual, pois uma vida, que é um dom divino a proteger. Este princípio é presente em qualquer religião. O sofrimento tem um limite, além do qual sofrem corpo e alma.
Alguém que perde um ente querido muito próximo (o que já ocorreu comigo), tem responsabilidade, como já disse, consigo e com os demais que o cercam, este é um grande desafio. E, é de desafios e de sonhos que se vive.
Transformar a dor em aprendizado é o nosso grande achado, num misto deste aprendizado com crescimento e, por que não dizer de purificação.
Enfrentar com altivez a nossa dor é uma forma de homenagear a pessoa de nosso ente que partiu. Sei que constitui uma prova a cada dia, mas ela é necessária. Devo parar para pensar: será que o meu afeto que se afastou queria o meu sofrimento? É evidente que não.
Transformar a dor em saudade; e esta como numa doce lembrança a embalar nossos sonhos. E, principalmente pensar na pessoa querida sorrindo para nós, a nos dizer: estou aqui a zelar por ti...
SAVE OUR SOUL(S.O.S) DIZ A FLORESTA
A colossal floresta amazônica abrange oito países, no que se costuma chamar de Grande Amazônia Continental, esta formada pelo Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana e Suriname, num total de 7,8 milhões de quilômetros quadrados.
No Brasil, a Amazônia Legal abrange uma gigantesta área que engloba sete estados pertencentes à Bacia Amazônica, constitui um conceito jurídico e legal, com o intuito de planejar o desenvolvimento social e econômico daquela região. Os estados federados brasileiros que forma a Amazônia legal são ACRE, AMAPA, AMAZONAS, MATO GROSSO, PARÁ, RORAIMA, RONDONIA e TOCANTÍNS.
O problema principal da Amazônia é o desmatamento indiscriminado a que está sendo submetida, onde, os mais inteligentes já se deram conta que está caminhando direto para a extinção.
Não sou daqueles que acham que a Amazônia é o pulmão do mundo, pois aprendi, ainda no Ginásio Inácio Montanha, que a floresta de dia larga oxigênio e solta gás carbônico, e a noite faz exatamente o inverso, ou seja absorve oxigênio e larga gás carbônico. Na verdade, o pulmão do mundo são os “quactilhões”* de ficto-plâncton que vivem o mar, e são responsáveis pelo sua cor verde e do abastecimento de oxigênio da atmosfera. Isto eu aprendi com o prof. Ludwig Buckup em 1975, quando ainda meia dúzia de malucos – que depois se mostraram geniais – falavam de ecologia, entre eles o falecido e saudoso José Lutzemberger.
A extinção da floresta Amazônica fará surgir no seu lugar um imenso areal, ou seja um deserto. O desastre seria evidente.
A hipocrisia dos países desenvolvidos é evidente, pois têm agora grande preocupação na preservação de nossa grande floresta, mas nos seus devidos tempos deram um fim nas suas.
Nos últimos dias, a imprensa tem alardiado ameaças à soberania nacional por força de países estrangeiros que teriam interesse em internacionalizar a Amazônia.
O governo faz um barulho danado em torno do tema, do tipo a Amazônia é nossa e ninguém tasca...
Eu, pensando no assunto, lembrei uma lição que aprendi há alguns anos: quando um governo incompetente ou uma ditadura está com problemas internos para resolver arruma um inimigo externo, daí a nação se une em torno do ditador e esquece os problemas do diário.
Lembrem-se do episódio MALVINAS – FALKLANDS?
A ditadura argentina inventou uma guerra com a inglaterra para aparar alguns desafinos na administração interna. Os argentinos se uniram em volta dos seus generais contra o pirata inglês, e esqueceram por algum tempo suas questiúnculas internas.
O governo Lula Lá está se demonstrando completamente incompentente, e sem falta de vontade política, o que já foi denunciado pela Ministra demissionária Maria Silva, e cria então um inimigo externo os quais pretendem invadir, tomar ou internacionalizar a amazônia. Ai Lulla Lá sai nos braços do povo que o elegeu, como um guardião do nosso patrimônio.
Grande farça, ele na verdade não faz nada para proteger a Amazônia dos homens das serras elétrica.
A imprensa, além dos abnegados ecologistas, são as únicas vozes a defender instransigentemente a floresta.
Como se faz a defesa da Amazonia? Com gente e recursos, os quais não faltam, neste país continente. Basta atentar para as prioridades.
Só faltam dois anos de LLL, pelo que as chances da floresta ainda são razoáveis.
Glosário: "quactilhões" é uma expressão inventada pelo pessoa da Walt Disney para expressar o tamanho da fortuna do Tio Patinhas. "Quac" é o barulho que faria um pato assustado diante de tanta grana.
No Brasil, a Amazônia Legal abrange uma gigantesta área que engloba sete estados pertencentes à Bacia Amazônica, constitui um conceito jurídico e legal, com o intuito de planejar o desenvolvimento social e econômico daquela região. Os estados federados brasileiros que forma a Amazônia legal são ACRE, AMAPA, AMAZONAS, MATO GROSSO, PARÁ, RORAIMA, RONDONIA e TOCANTÍNS.
O problema principal da Amazônia é o desmatamento indiscriminado a que está sendo submetida, onde, os mais inteligentes já se deram conta que está caminhando direto para a extinção.
Não sou daqueles que acham que a Amazônia é o pulmão do mundo, pois aprendi, ainda no Ginásio Inácio Montanha, que a floresta de dia larga oxigênio e solta gás carbônico, e a noite faz exatamente o inverso, ou seja absorve oxigênio e larga gás carbônico. Na verdade, o pulmão do mundo são os “quactilhões”* de ficto-plâncton que vivem o mar, e são responsáveis pelo sua cor verde e do abastecimento de oxigênio da atmosfera. Isto eu aprendi com o prof. Ludwig Buckup em 1975, quando ainda meia dúzia de malucos – que depois se mostraram geniais – falavam de ecologia, entre eles o falecido e saudoso José Lutzemberger.
A extinção da floresta Amazônica fará surgir no seu lugar um imenso areal, ou seja um deserto. O desastre seria evidente.
A hipocrisia dos países desenvolvidos é evidente, pois têm agora grande preocupação na preservação de nossa grande floresta, mas nos seus devidos tempos deram um fim nas suas.
Nos últimos dias, a imprensa tem alardiado ameaças à soberania nacional por força de países estrangeiros que teriam interesse em internacionalizar a Amazônia.
O governo faz um barulho danado em torno do tema, do tipo a Amazônia é nossa e ninguém tasca...
Eu, pensando no assunto, lembrei uma lição que aprendi há alguns anos: quando um governo incompetente ou uma ditadura está com problemas internos para resolver arruma um inimigo externo, daí a nação se une em torno do ditador e esquece os problemas do diário.
Lembrem-se do episódio MALVINAS – FALKLANDS?
A ditadura argentina inventou uma guerra com a inglaterra para aparar alguns desafinos na administração interna. Os argentinos se uniram em volta dos seus generais contra o pirata inglês, e esqueceram por algum tempo suas questiúnculas internas.
O governo Lula Lá está se demonstrando completamente incompentente, e sem falta de vontade política, o que já foi denunciado pela Ministra demissionária Maria Silva, e cria então um inimigo externo os quais pretendem invadir, tomar ou internacionalizar a amazônia. Ai Lulla Lá sai nos braços do povo que o elegeu, como um guardião do nosso patrimônio.
Grande farça, ele na verdade não faz nada para proteger a Amazônia dos homens das serras elétrica.
A imprensa, além dos abnegados ecologistas, são as únicas vozes a defender instransigentemente a floresta.
Como se faz a defesa da Amazonia? Com gente e recursos, os quais não faltam, neste país continente. Basta atentar para as prioridades.
Só faltam dois anos de LLL, pelo que as chances da floresta ainda são razoáveis.
Glosário: "quactilhões" é uma expressão inventada pelo pessoa da Walt Disney para expressar o tamanho da fortuna do Tio Patinhas. "Quac" é o barulho que faria um pato assustado diante de tanta grana.
domingo, 1 de junho de 2008
UMA FUGA À REALIDADE
Um fenômeno social de alta gravidade é o uso indiscriminado, e sem controle de medicamentos antidepressivos, e outras drogas empregadas como alívios a males que poderiam ser combatidos de outras formas além do uso deste tipo de expediente químico.
Alguns tipos de droga, tais como escitalopram, indicadas ordinariamente para a depressão e para transtornos como pânico, podem levar a pessoa a um estado de passividade diante de fatores adversos. A pessoa fica como anestesiada, num mundo de mentirinha.
Conta o anestesiologista Ronald Dworkin em seu livro a FELICIDADE ARTIFICIAL que as drogas psicotrópicas criam uma falsa sensação de felicidade. Ensina ele que as pessoas não conseguem se sentir miseráveis, mesmo quando a sua vida é miserável. Segue dizendo que as pessoas não conseguem suprimir a tristeza do seu cotidiano. Fala que a dor é uma necessidade ao individuo, o qual não toca numa chapa quente, por exemplo, pois se o fizer sentirá dor, evitando assim ser queimado. Ou seja, a dor sinaliza que existe alguma coisa errada. A felicidade artificial criaria uma eliminação da possibilidade de mudança.
Ora, sabemos que a felicidade não é um estado geral de espírito. A nossa vida é composta de momentos de felicidade, passagens de alegria, circunstâncias de tristeza e algumas vezes até de pânico. A alternância destes momentos é que valoriza os momentos de felicidade.
A construção destes períodos de intensa felicidade, dentro de passagens as quais chamo de neutras, também causam enorme satisfação. Nesta linha, por exemplo, estão as viagens, onde a preparação também constitui momento de enorme prazer. Se a viagem vai durar 10 dias, e neste período de passeio, fora de seu cotidiano, você viverá momentos alegres, até inesquecíveis, quando mais tempo você levar preparando esta viagem maior será o tempo de curtição.
Assim, não espante os momentos de tristeza de sua vida, pois eles também lhe fazem crescer. Escondê-los com a utilização de medicamentos só fazem empurrar com a barriga o problema. Saibam tirar lições destes momentos de adversidade. Você pode.
Alguns tipos de droga, tais como escitalopram, indicadas ordinariamente para a depressão e para transtornos como pânico, podem levar a pessoa a um estado de passividade diante de fatores adversos. A pessoa fica como anestesiada, num mundo de mentirinha.
Conta o anestesiologista Ronald Dworkin em seu livro a FELICIDADE ARTIFICIAL que as drogas psicotrópicas criam uma falsa sensação de felicidade. Ensina ele que as pessoas não conseguem se sentir miseráveis, mesmo quando a sua vida é miserável. Segue dizendo que as pessoas não conseguem suprimir a tristeza do seu cotidiano. Fala que a dor é uma necessidade ao individuo, o qual não toca numa chapa quente, por exemplo, pois se o fizer sentirá dor, evitando assim ser queimado. Ou seja, a dor sinaliza que existe alguma coisa errada. A felicidade artificial criaria uma eliminação da possibilidade de mudança.
Ora, sabemos que a felicidade não é um estado geral de espírito. A nossa vida é composta de momentos de felicidade, passagens de alegria, circunstâncias de tristeza e algumas vezes até de pânico. A alternância destes momentos é que valoriza os momentos de felicidade.
A construção destes períodos de intensa felicidade, dentro de passagens as quais chamo de neutras, também causam enorme satisfação. Nesta linha, por exemplo, estão as viagens, onde a preparação também constitui momento de enorme prazer. Se a viagem vai durar 10 dias, e neste período de passeio, fora de seu cotidiano, você viverá momentos alegres, até inesquecíveis, quando mais tempo você levar preparando esta viagem maior será o tempo de curtição.
Assim, não espante os momentos de tristeza de sua vida, pois eles também lhe fazem crescer. Escondê-los com a utilização de medicamentos só fazem empurrar com a barriga o problema. Saibam tirar lições destes momentos de adversidade. Você pode.
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