segunda-feira, 13 de julho de 2009

ACRIZIO VIEIRA


O nome Acrízio (ou Acrísio) vem do grego. Era um rei de Argos. O qual estava contrariado por não ter um filho homem. Depois de consultor o oráculo que disse que além de não ter um filho homem, ainda um neto lhe mataria. Sua filha realmente lhe deu um neto, tendo ele enfiado ela e o menino numa arca que lançou ao mar.
O filho era Perseu, o que matou a Medusa. Ele voltou para a sua terra. Perseu acabou matando seu avô por acidente, cumprindo a profecia do oráculo.
Tal desgraça não poderia ter acontecido comigo, pois quando nasci o meu avô Acrizio já havida falecido. Morreu aos 48 anos de idade. Morava em São Gabriel, e era padeiro.
A foto que ilustra este texto é dele. Não parece um padeiro, tem pinta de advogado, num lindo terno transpassado ou jaquetão, tão popular nos anos 40.
O meu outro avô, Alfredo, sobre o qual já escrevi também morreu cedo. Daí que não tive avô, aliás tive um bisavô materno de nome Olíbio Figueiredo, sobre o qual escreverei brevemente.
Acho importante a figura do avô. Já se disse avô é um pai com açucar. O problema é que já fui um pai com açucar, quando eu for avô provavelmente serei um avô com melado...

domingo, 12 de julho de 2009

ESCRITORES BISSEXTOS

Certa feita tentei ler o livro de José Sarney - Norte das Águas: não passei da folha 100. Depois, ele conseguiu entrar para a Academia Brasileira de Letras, e escreveu Marimbondos de Fogo. Não tive coragem de comprar o novo livro, ainda mais que o anterior eu tinha achado numa balaio de restos da Feira do Livro. Pois o tal Norte das Águas era muito fraco.
Muito se discute os escritores bissextos como Sarney, que se tornam conhecidos mais por suas outras atividades do que pelo ofício de escritor. Com Chico Buarque também é assim. Ele tem escrito alguma coisa, da qual só li o primeiro Estorvo. Li com a atenção que sua fama merece, mas não gostei. Não tive coragem de ler os outros dois. A experiência do primeiro, me indica que como escritor ele é bom compositor. Digo compositor, pois tal como Gonzaguinha é bom compositor, ótimo até, mas como cantor é fraco. Por isto, prefiro suas lindas músicas cantadas por outros, ou outras.
Outro escritor desta forma foi Jo Soares, do qual li somente o primeiro O Xango de Baker Street, repunando os outros dois O Assassinato na Academia Brasileira de Letras e o Homem que matou Getúlio Vargas. O segundo livro não li, pois entendo que assassinato na academia deve se referir ao assassinato das artes escritas, e o assassino de Getúlio foi ele mesmo, logo os assuntos não me interessam.
Além do que quando se fala de Jo Soares eu lembro da música do Caetano: Narciso acha feio o que não é espelho...Não sei por quê? Gostava mais de Jo Soares como humorista.
O único livro de Sarney que eu não deixarei de ler será o de suas memórias. Não gosto de ler biografias escritas por fãs, muito menos por desafetos, pois nem um nem outro tem isenção necessária, o primeiro que tende a fazer um relato laudatório e o segundo objetiva a vingança pessoal. No caso, do Sarney, prefiro a exceção: quero que seja um puxa-saco a escrever. Quero ver a ginástica que ele terá de fazer. Será muito divertido. Sobrevivam para ver.

sábado, 11 de julho de 2009

AS APARÊNCIA ENGANAM (OU TALENTOS OCULTOS?)




















Até os anos setenta, penso, era publicada no Brasil a Revista O Cruzeiro. Era um publicação diferente das que hoje estamos acostumados, que são de opinião, como a VEJA, a ISTOÉ e a ÉPOCA. Embora já trouxesse famosos articulistas era mais uma revista informativa, principalmente pelo fato de não existir ainda a globalização da televisão, sendo que as notícias vinham quase que exclusivamente pelo rádio e pelos jornais. Era atrativa principalmente pelo número de fotos coloridas que ilustravam as matérias. Sendo assim, era quase leitura obrigatória, principalmente, na pequena classe média que iniciava o seu crescimento no Brasil.
O Revista O Cruzeiro contava com chargistas de muito qualidade, sendo o principal Péricles, com o seu imortal AMIGO DA ONÇA. Este personagem andava sempre de Smoking branco, mais conhecido como Summer, e sempre sacaneava as pessoas que conviviam com ele. Acontece que Péricles morreu, e o seu personagem foi assumido por Carlos Estevão, que o manteve até o triste desaparecimento da Revista O Cruzeiro.
Pois Carlos Estevão gostava muito de, em suas charges, brincar com sombras. Com elas fazia o que chamava as aparências enganam.
Para exemplificar o que estou falando: desenhava sombras de pedaços de corpos caindo de um prédio e um homem aparentemente rindo sadicamente. No outro quadro ele mostrava a verdade: um homem deixava cair partes de um manequim da janela de sua loja, e ficava boquiaberto face à surpresa da cena.
Na foto que encabeça a presente temos uma cena, onde aparentemente uma personagem tirada do filme Pânico busca atingir com uma faca um cidadão todo alegre, o qual não se dá conta que vai passar desta para melhor, esta é a cena de aparência. Na verdade, meu sobrinho Rodrigo (Rodrigowski) está descontraído, sua irmã Ana (Lips), em conluio com o(a) fotógrafo(a), o inclui numa aparente cena de terror. A foto é muito boa, assim tomo a liberdade de dividir a cena com os amigos, sendo é claro adrede autorizado pelos personagens.
Ainda, não descobri quem é o outro estranho personagem de preto atrás da Ana junto à porta, que a primeira vista se confunde com o cabelo dela...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O DIA DO OTÁRIO


Não adianta consultar o dicionário, pois o dicionarista ou lexicógrafo não sabe o que é otário. Você encontrará lá o vocábulo como sinônimo de ingênuo (homem ingênuo). Mas, não é assim.
Todos nós temos um pouco (ou muito) de otários. Otário não é só o mané, é também aquele que paga impostos absurdos para que os políticos possam usar e gozar como que seus fossem.
Otário é aquele que pensa que o Estado existe para lhe garantir a segurança, saúde, educação e principalmente a vida, quando na verdade atualmente ele somente existe para pagar dívidas feita por governos incompetentes, com juros estabelecidos por banqueiros gananciosos, que arrecadam investimentos a juros baixos de outros otários, aplicam um "spread" de três vezes ou mais, e emprestam a outros ingênuos manés por juros estratosféricos sem par na economia mundial.
Otários são aqueles que pregam um Direito Penal mínimo a garantir aos infratores penais uma pequena diminuta ou nenhuma inobstante os delitos cometidos. Otários são os que pensam que podem recuperar delinquentes que se acostumaram a viver com milhões de dólares, e colocá-los a trabalhar honestamente por um salário mínimo ou pouco mais que isso.
Otários são aqueles sujeitos de quem os bandidos debocham ao sair das delegacias e/ou presídios com mandatos de soltura após ter cometido delitos que as "otoridades" chamam de "delitos de pequeno potencial ofensivo", os quais na verdade se constituem a porta de entrada (serventia) de delitos mais graves.
Otários são aqueles que vão para a televisão defender penitenciárias com vidraças, numa total ignorância do que se seja um sistema prisional.
Otários são aqueles que nunca entraram num presídio mais deitam falação sobre o assunto.
Otários são aqueles que nunca conversaram com um deliquente ou bandido para ter uma idéia de como pensam sobre as coisas da vida, e o pouco valor que dão à liberdade e à vida.
Otários são aqueles que pensam que um dia os nossos políticos vão pensar no bem estar do povo, e não nos seus e de seus afetos ou arreglados.
Otários são aqueles que exigem diploma para escrever coisas em jornais, mesmo do interior do interior, mas concordam e ajudam a eleger pessoas iletradas.
Otários são aqueles que exigem diploma de primeiro grau para gari e não exigem nem prova de alfabetização para altos executivos da nação brasileira.
Otários são aqueles que brigam pelo futebol, pensando se tratar de coisa séria.
Otários são aqueles que pensam que depois de trabalhar 35 anos duramente poderão se aposentar merecidamente e se veem amordaçados pelo fator previdenciário criado pelo FHC e mantido pelo LULA LÁ.
Otários são aqueles que entedem como Lula não tem dinheiro para reajustar com dignidade os aposentados, mas tem para distribuir dinheiro pelo mundo a amparar suas pretensões pessoais.
Otários são aqueles que defendem a impunidade para os consumidores de droga, mesmo sabendo que em não havendo consumo não há venda.
Já que os políticos criam dia disto; dia daquilo, bem que podiam criar o dia do otário. Acho que pode coincidir com o dia 1º de maio ou mesmo com o meu aniversário...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

UMA FOLHA JOGADA NO VENTO DA MADRUGADA...

Não precisa ir ao dicionário para saber o que é cara-de-pau. Pois o melhor sinônimo para cara-de-pau é o cara-dura, ou seja, que faz tudo como se fosse o maior inocente do mundo. Faz e diz que faz o que bem entende, sem qualquer preocupação com a coerência.
Atualmente no Brasil, como de sorte em toda a América Latrina (sic) digo América Latina, estamos vivendo a era do cara-de-pau.
Um cidadão chamado Zelaya presidente eleito – sabe-se lá como- da Honduras resolveu aderir aos planos do seu colega de façanha Chavez, Morales e demais chefetes de estado da AL, ou seja, o que se chama de República Bolivariana (coitado do Simon Bolívar deve estar se revirando na cova do todo o Santo Dia).
O Supremo Tribunal do país não gostou e muito menos os militares. Daí que eles resolveram apear o distinto Zelaya e sua laia do poder. É claro que se trata de um golpe de estado, e não estou aqui para defender este tipo de expediente espúrio, acontece que os governantes da AL, entre eles o nosso querido líder e seus dois assessores para assuntos internacionais saiu em defesa veemente da “democracia” atacando os governantes de plantão em Honduras, como se toda a América não anglo-saxônica vivesse dias de plenas liberdades democráticas.
Nos últimos dias, o nosso líder esteve com Muamar Kadafi aumentando a polêmica que cerca a atual diplomacia brasileira, outrora de primeira qualidade, sendo criticada abertamente por todas as associações de direitos humanos e imprensa mundial. A nossa diplomacia se diz não intervencionistas em assuntos internos, mas só vale para países de esquerda. O país se alia a Kadafi, ao presidente do Irã, se recusa a condenar a Coréia do Norte em reunião da ONU. É amigo íntimo do ditador mais antigo do planeta o senhor Fidel Castro Ruiz e de seu irmãozito aprendiz de ditador Raul Castro Ruiz. Vive adulando a China Neo-Comunista, a maior opressora da classe trabalhadora que já existiu.
Resolvi fazer uma time de futebol com os presidentes latino-americanos. Comecei a escalação com o que defende todo mundo, indistintamente, é claro LULA no gol, lateral pela esquerda Lugo, lateral pela direita Rafael, dupla de zagueiros os irmãos CASTRO, ou seja, Fidel e Raul, no meio de campo um trio com Evo de centro médio dando pau em todo o mundo, meia pela direita a justicialista Kirchner, meia pela esquerda Tabaré; na ponta direita René, na esquerda Ortega, e de centro avante o peitão CHAVEZ.
Como o Brasil não pode ficar devendo montei um time também de ótimos políticos brasileiros no gol pelos mesmos motivos LULA LÁ, nas laterais direita Sarney, na esquerda Palotti (se pronuncia botando a língua no meio dos dentes Pallocci), zagueiros Genuíno e Suplicy, o meio de campo é formado por Renan, Severino e Zé Dirceu; a frente, Suplicy na esquerda, e centroavante com Marta Suplicy, com Collor na direita.
Quem será o pior? É uma briga feia.
Quem já foi pior?
Quando a América Latina se der conta, e o Bolsa Família não colar mais, todos vão acordar e se dar conta da besteira que fizeram. Levaremos duas ou três décadas para curar as besteiras. Bem ai já estarei com 77 anos, se ainda vivo estiver, para apreciar a tentativa de recuperar 20 anos perdidos. Mas, aí serei apenas uma folha levada no vento da madrugada, como diria Quintana, porém aí será uma nova história. Quem viver verá?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

PONTOS A PONDERAR

1. A ordem pública periga onde não se castiga. Marquês de Maricá
2. Dar qualquer coisa, seja lá o que for, a fim de receber algo em troca não é doação é investimento. Alex Howard
3.Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim. Millor
4. Marx falando sobre dinheiro é como um padre falando sobre sexo. Paulo Francis
5. Maior que o impulso sexual, é o impulso de mexer no texto alheio. Claudius Ceccon
6. Nem sempre os grandes escritores são bons escritores. Ledo Ivo
7. A primeira exigência que se faz a um estadista é a de que seja chato. Não é coisa fácil de atingir. Dean Goodderham Acheson
8. Às vezes penso; às vezes existo. Paul Ambroise Valéry
9. A vida ensina que jamais somos felizes senão à custa de certa ignorância. Herbert Spencer.
10. Todo ignorante é feliz. José Osnir Vieira Vaz
11. Todo inglês é uma ilha. Friedrich von Hardenberg Novalis
12. A juventude feliz é uma invenção de velhos. Paul Guimard
13. Jornalista é um homem que errou de profissão. Otto von Bismarck
14. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Wendell Phillips
15. Estamos condenados a ser livres. Jean Paulo Sartre
16. A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer. Mário Quintana
17. A maioria da crianças sofre de excesso de mães e falta de pais. Gloria Steinem
18. De perto, ninguém é norma. Caetano Velloso
19. Quando se rouba de um autor, chama-se plágio; quando se rouba de muitos, chama-se pesquisa. Wilson Mizner
20. Cheguei à conclusão de que a política é coisa séria demais para ser deixada aos políticos. General Charles De Gaulle.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

NOTICIAS SEM DIPLOMA 01.07

1. Macalão aquele dos selos foi inocentado por falta de provas. Tecnicamente é inocente, salvo se houver reversão no recurso. O que denota? Imperfeições na coleta da prova, apressados pela condenação pública do indiciado.
2. STJ declara inocentes sujeitos que transaram com menores prostituídas. Ajudar a enterrar as menores certamente é um ato inocente.
3. O "amapense" Sir Ney ainda não caiu. O barulho vai ser grande.
4. Adeli Salvatti apoiando Sir Ney. Me tira o tubo...
5. Os Três Mosqueteiros gaúchos nada sabiam das bandalheiras do Senado. Certamente.
6. Coitadinho do netinho do Sir Ney não pode nem gozar de uma boquinha?

Arquivo do blog

QUEM É ESTE ESCORPIÃO?

Minha foto
PORTO ALEGRE, RIO GRANDE DO SUL, Brazil
EU E MINHAS CIRCUNSTÂNCIAS