terça-feira, 25 de junho de 2013

PEC do MP

Houve uma grande mobilização para a queda da PEC que tirava do ministério público a possibilidade de investigatória. Pelo menos foi o que se disse. Na verdade, não havia como proibir o promotor de fazer investigação, pois é inerente ao seu trabalho a busca de provas para instruir a sua peça acusatória. Nesta forma apresentada,  é evidente que eu era contra. No entanto, não gosto de que o MP substitua o trabalho da polícia judiciária, pois há uma mistura das competências, o que sempre é ruim.
O pior no entanto da coisa toda era a motivação política da emenda. Nascia como um revanche contra a atuação do ministério público contra a classe política em escândalos que foram levados ao judiciário. Neste sentido a derrubada foi fundamental para riscar este tipo de retaliação.

O FUTEBOL E A POLÍTICA

Dizem os entendidos em futebol (bobamente e obviamente) que nele se ganha; se perde; ou se empata. Na política não é assim, mas é semelhante. A sequência é a mesma, mas as personagens não são idênticas. Na políticam  uns ganham sempre; alguns empatam e muitos perdem.
O que é pior: os que perdem são sempre os mesmos; os que ganham também.
O perdedor sempre é o povo; o ganhador sempre é político.
Querem saber quem empata? Os que estão bem na vida com honestidade, mas se omitem diante das injustiças.
Quando a massa popular resolve se indignar - e este fenômeno é raro e fugaz, os políticos correm a fazer promessas que jamais serão cumpridas.
O povo esquece, e na próxima eleição vota nos mesmos.
Não será diferente desta vez. Infelizmente.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

REFORMA POLÍTICA

Todas as pessoas são a favor de uma reforma política. Mas o que os políticos entendem por reforma política não tenho a mínima ideia. O que sai da boca dos distintos é que se torna extremamente necessária que haja financiamento público das campanhas.
Traduzindo o desejo da classe política: que o custo das campanhas eleitorais seja custeado exclusivamente com dinheiro dos cofres públicos.
Vocês sabem a tradução de cofres públicos: mais imposto. Ora, governos não fabricam dinheiro, ou pelo menos não deviam emitir sem lastro. No entanto, hoje eles simplesmente distribuem papel pintado, atribuindo um valor liberatório a seu bel prazer, ou sob um  regime que só o Banco Central entende.
Por outro lado, duvido que os políticos cessem a arrecadação de fontes privadas. Eles continuarão a prática da formação de fundos  com recolhimento em caixa dois, o que já foi confessado à exaustão no julgamento do mensalão. A confissão foi tão explícita que pretendia com ela excluir os indiciados de crimes maiores.
Em suma, terão uma fonte oficial e gratuita, e outra privada, sujeita, portanto, a contrapartida, haja vista que ninguém é tolo de acreditar em almoço grátis.

PASSEATAS PELAS RUAS DESTE ANO DE 2013

Em primeiro lugar, quero dizer que estranho tantas reclamações pelas ruas, pois eu vivia reclamando, e era tachado de chato, pois o otimismo era geral. Bastou, entretanto, que, em Porto Alegre, fosse feito um movimento no sentido de baixar o preço das passagens de ônibus, para desencadear uma onda de protestos em todo o pais. Até brinquei que entraria de férias.
Não acreditei em nenhum momento na espontaneidade delas. Entendo que se trata de uma maneira de puxar o tapete da atual presidente, e favor do antigo Lula. O país entraria no caos, e o ex-mandatário viria carregado nos ombros do povo que o elegeu por duas vezes. Seria uma maneira fácil de se livrar do que já foi chamado de poste. 
Até gostaria que ela não se reelegesse, mas não para trazer Lula de volta. Acho que o tempo dele já passou, e no meu entendimento - que é minoritário - não se saiu bem. Aliás, ele se saiu quem não saiu-se bem foi a nação. 
A saída da presidente foi fazer um caminhão de promessas, sendo que a grande maioria não chegará a ser cumprida, mas propaganda já está feita. Daí que nada de novo sob o sol. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O COQUEIRO E A FELICIDADE

Hoje, estava olhando uma grande árvore que existe na frente da casa onde moro. É uma tamareira enorme. Ela é comprida como um coqueiro, se abrindo em folhas ao topo.
Lembrei, então, dos versos de Menotti del Picchia: 
"Coqueiro! Eu te comprehendo o sonho inattingível; 
queres subir ao céu, mas prende-te a raiz...
O destino que tens, de querer o impossível,
é igual a este meu, de querer ser feliz."
Eu, de novo, ele finaliza dizendo:
"E, quando vae buscar sua felicidade,
elle, que poderia encontra-la em si mesmo,
escondeu-a tão bem que nem sabe onde está".
Eu: muita gente esconde tão bem a felicidade, que não a consegue mais trazer à tona. 

SANTINHO

Fim dos anos 50, inicio dos anos 60, lá no alto do Bairro Glória, Rua Caldre Fião, ele vinha pela calçada. Era um sujeito alto e magro. O que o distinguia das demais pessoas, além do terno branco, sem gravata, e longa cabeleira, era uma maleta do tamanho das chamadas pastas 007, com uma lateral de vidro, onde apareciam notas de 1.000 cruzeiros, exatamente as famosas abobrinhas, dada a cor de abóbora.
O apelido dele era Santinho. 
Ele morava nas redondezas, mas não sei precisar o seu endereço.
Nunca soube o que fazia; nem sei de seu destino.
Imagino o Santinho nos dias de hoje, desfilando em seu terno branco com notas de 100 reais na lateral da mala. Acho que não andaria 100 metros, e seria assaltado, levando os bandidos a sua mala, e, provavelmente,  o seu  ternos, ou até a sua vida. 


sábado, 12 de janeiro de 2013

Venezuela

Os latino americanos entraram numa roda viva que dificilmente poderão sair. Deixaram seus países nas mãos de populistas da pior espécie. Nem ideologia eles têm. Cá entre nós: poucos sabem o que isso significa. Distribuíram falsas benesses as populações carentes de forma que elas fiquem para sempre deles dependentes. Nesse sentido, é quase impossível as oposições reconquistarem o poder. Assim ele vão se revezando, dentro de um círculo de camaradagens recíprocas.
Eles, fortes, com censura aos meios de comunicações, com a partidarização dos ligares mais importantes, incluíndo até mesmo o Judiciário, como vimos agora na absurda decisão do supremo venezuelano, se auto legalizam na maior cara de pau.
No futuro, nossos filhos pagarão um alto preço pelas bobagens que estão fazendo.

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