segunda-feira, 29 de setembro de 2008

FAIXA AUTENTICADA EM VERMELHO


Costumo dizer que colorado chato é redundância, mas depois que eles conquistaram legitimamente o mundial interclubes em Tóquio passaram, como é de seu feitio, a desprezar o título do Grêmio.
Para tanto criaram uma adjetivação CAMPEÃO MUNDIAL FIFA.
O fato é que a FIFA não gostou da bobagem, e eles tiveram de tirar a expressão da fachada do beira-lago.
O Grêmio não teria sido campeão pois a Fifa não teria patrocinado o mundial em 1983.
Eu poderia colocar aqui fotos do estádio de Tóquio, onde constava o símbolo da FIFA, mas como acho uma bobagem não me darei a este trabalho.
O que os vermelhos não querem lembrar é que em 1984, mais precisamente em janeiro daquela ano, houve um Grenal para colocar as faixas de campeão: o mundial do Grêmio e o regional do Colorado, ambos os títulos referentes ao ano anterior.
Assim sendo, sob a ótica colorada, eles teriam participado de uma farsa entregando uma faixa falsa.
A foto que ilustra este meu texto é do Jogador Mário Sérgio com a camiseta do Inter segurando na mão a faixa de campeão mundial dada aos jogadores do Grêmio.

FUTEBOL É CULTURA - BARREIRA NÃO EXISTE!

No domingo último, foi apitada pelo juiz uma falta nas imediações da área do Grêmio, os jogadores do Internacional optaram por cobrar a falta imediatamente e fizeram o gol. Os jogadores do Grêmio reclamaram que estavam se preparando para formar a barreira.
A tal de barreira não existe nas 17 regras do futebol. Existem dois tipos de falta: a primeira, o tiro indireto, onde o gol somente pode ser feito se houver um segundo toque de qualquer jogador antes de entrar no arco; a segunda, o tiro direto, aqui os jogadores do time beneficiado com a falta podem optar por cobrar imediatamente, ou exigir que os jogadores adversários se posicionem a 9,15m da bola. Neste posicionamento, tradicionalmente os jogadores defensores se posicionam em linha perpendicular a linha de chute, no que se convencionou chamar de barreira. Resumindo: quem exige a distância, e por via de conseqüência cria-se a barreira é o time que está atacando, ou seja o beneficiado com a falta. O goleiro pede a barreira sim, porém o pedido é dirigido aos seus companheiros de equipe que se posicionem no limite dos 9,15m formando uma cortina a dificultar o cobrador adversário, e não ao juiz.
Por outro lado, se o time atacante não fizer imediatamente a cobrança, estará optando por exigir a distância. Assim, se o juiz imediatamente começar a contar os tradicionais passos, o jogo está parado, somente podendo ser reiniciado depois de que os jogadores se posicionem na distância de 9,15m, independentemente de terem o não formado a tradicional barreira.
Assim sendo, é aconselhável que ao ser apitada a falta, um jogador do time punido com a penalidade fique obstruindo a cobrança até que o juiz conte os passos para que o jogadores fiquem afastados da bola, e formando, neste caso, a barreira a dificultar a cobrança.
Isto é treinamento. O jogador mais próximo tem este encargo em times bem treinados. Se tal não acontecer teremos a cobrança imediata, pegando o time de surpresa tal como aconteceu no último Grenal.
Fico pasmo que os jogadores de futebol, alguns dirigentes e até jornalistas desconheçam as regras mais elementares do futebol. Que os torcedores desconheçam é normal. Agora, quem vive do esporte não pode desconhecer. O número de regras é pequeno, e as decisões da International Board não chegam a uma centena, não há razão para o desconhecimento.

NE ME QUITTE PAS II

No domingo último (27/10/2008), revendo minha coleção de DVDs achei um de Ângela Rorô, interpretando NE ME QUITTE PAS.
A apresentação de Rorô é imperdível, acompanhada somente de bateria, contrabaixo e piano, faz salientar sua voz firme, quase em ritmo de protesto.
Realmente, a excelente cantora valoriza em sua interpretação esta página do cancioneiro francês, e, principalmente, nos emociona.
Na verdade, o DVD de Ângela Rorô é muito bom, digno de fazer parte de uma discoteca de quem gosta de boa música, nos vacinando por longo período contra as porcarias que escutamos - ou não - no rádio.

sábado, 27 de setembro de 2008

DICIONÁRIO DE PETÊS

Lula Lá governará mais dois anos. Depois será eleita a ex-guerrilheira a companheira Dilma Roussef, a qual ficará só guardando o lugar para volta triunfal, quatro anos depois do genial presidente 77%. Ele ficará mais 8 anos. Isto se não houver emendas constitucionais para aumentar o mandato presidencial. Aliás, eu já apresentei a solução em outra crônica guindá-lo a IMPERADOR ou REI DO BRASIL. Não existe qualquer possibilidade de ser diferente, com este povinho que temos no Brasil, e só tende a piorar. A burrice, como costumo dizer, é um patrimônio nacional que cuidamos sempre de guardar.
Para você ir se acostumando elaborei um pequeno glosário, quase um pequeno dicionário de PETÊS para você conseguir traduzir a linguagem petista.

DICIONÁRIO DE PETÊS

COMPANHEIRO – Qualquer pessoa com quem se fala ou de quem se fala.
PLENÁRIA - O mesmo que assembléia.
BURGUÊS- Qualquer pessoa que ganhe mais dinheiro que o petista.
NEOLIBERAL – Qualquer político que não comungue com as idéias petistas.
CATEGORIA – Sindicato comandado pela petezada.
CENTRAL - Reunião de sindicatos petistas.
ÚNICA - Central deles, desconsiderando as outras duas existentes.
TRABALHADOR - Empregado público ou privado, eles não consideram trabalhadores os profissionais liberais, sendo todos enquadrados como burgueses.
GOVERNO POPULAR - Governo populista.
FRENTE POPULAR - Conjunto de partidos de esquerda, incluindo os partidos comunistas que tem vergonha de reconhecer que são comunistas e se dizem socialistas.
COMUNISTA - Sinônimo de Socialista ( esta é demais)
CONTINUÍSMO - Governos repetidos dos outros partidos.
REELEIÇÃO JUSTA - Governos repetidos do PT.
O PRESIDENTE FULANO DE TAL - Presidente do partido deles. Os outros são tratados pelo apelido ou abreviatura sem o título. Por exemplo Sarney, FHC e Itamar, Presidente Lula.
PAUTA - Assuntos que serão tratados em qualquer reunião, já previamente resolvidos.
ESTADO DE GREVE - Greve.
GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO – Licença remunerada ( não são descontados os dias de paralisação).
DINHEIRO NÃO CONTABILIZADO - Caixa 2.
CORTAR NA PRÓPRIA CARNE - Companheiro que erra vai tirar umas férias até esquecerem o assunto.
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO – Assembléia para decidir o que já foi decidido, onde são tomadas decisões de inclusão no orçamento e que depois não são cumpridas, ou as são anos depois.
REVOLUÇÃO - Golpe de esquerda.
CUBA – O mesmo que Paraíso, Édem ou Nirvana.
FORUM SOCIAL MUNDIAL - Congresso mundial da esquerda com direito a pensamento único.
MEDIDA PROVISÓRIA - Dos outros partidos: ato ditatorial passando por cima do Congresso Nacional, verdadeira excrescência jurídica; no governo petista, ferramenta fundamental para agilidade do governo democrático e popular.
APOSENTADOS - No governo dos outros, gente esquecida pela administração que não tem pena dos velhinhos; no governo popular são os responsáveis pelo déficit da previdência social.
DIVIDA PÚBLICA - No governo dos outros, é uma vergonha; nos governos petistas segundo Lula, o governo tem que fazer dívida para atender o social.
EUA - Na imprensa são imperialistas e os algozes do mundo; nos bastidores são tratados com amigos.
Vá se acostumando com a nova ordem.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

CONVITE

Estou convidando meus amigos e leitores do meu blog para nele escreverem.
Abrirei um espaço que chamarei de O ESCRITOR CONVIDADO.
Publicarei a sua crônica, sem qualquer tipo de censura, correção, retificação ou emenda.
Enviem seus trabalhos para jovaz@portoweb.com.br
Desde já grato pelas colaborações.

José Osnir

NE ME QUITTE PAS


Arthur da Távola uma das pessoas que mais entendia (e melhor sentia) a música costumava dizer – e quantas vezes assisti seu a programa – que quem gosta e escuta música tem vida interior, e mais: quem tem vida interior jamais padecerá de solidão. Que perda o Brasil teve com o passamento do grande Arthur da Távola um dos poucos políticos decentes deste nosso pobre país.
Pois hoje, estávamos eu e Lourdes mexendo na Internet, cada um no seu micro (agora que temos separação de bens informáticos), quando ela fez tocar uma mensagem que tinha uma música que gosto muito, cujo em nome francês é NE ME QUITTE PAS, o que numa tradução literal seria não me deixes.
Em seguida, fui direto ao YOU TUBE, localizando ali um clipe com a imortal Maysa cantando NE ME QUITTE PAS. É comovedora a interpretação da interprete, a música é maravilhosa, e a letra, bem esta eu não tinha ainda lido a tradução, o que acabei fazendo e, não digo, surpreendido, pois as qualidades da música e da interpretação da Maysa já apontavam nesta direção.
Versos como “Não me deixes. Oferecerei-te pérolas de chuva, vinda de países, onde nunca chove. Escavarei a terra até depois da morte para cobrir teu corpo com ouro, com luzes. Criarei um país, onde o amor será rei; onde o amor será lei. E, você a rainha.
Segue, logo adiante, a letra: “Quantas vezes não se reacendeu o fogo do antigo vulcão. Que julgávamos velho? Até há quem fale de terras queimadas a produzir mais trigo; que a melhor primavera é quando a tarde cai, vê como o vermelho e o negro se casam. Para que o céu se inflame.
Encerra em versos, onde o poeta estava com mania de grandeza: “Para te ouvir cantar e rir. Deixa-me ser a sombra da tua sombra: a , sombra da tua mão; a sombra do teu cão. Não me deixes, ou Ne Me Quitte Pas.
Você terá pouca chance de ouvir outra pessoa cantar NE ME QUITTE PAS, pois era a canção que mais identificava a famosa cantora francesa Edith Piaf, lembrada muitos anos no teatro pela filha da legenda Procópio Ferreira, a também maravilhosa Bibi Ferreira, pois poucas cantoras ousaram cantá-la dada a evidente comparação. Pois ela, a Maysa (antes Mattarazzo), teve a coragem e saiu-se num desempenho inigualável.
Para quem não conhece Edith Piaf ou sua história recomendo o filme Piaf, dirigido por Olivier Dahan, com a memorável interpretação de Marion Cotilard no papel da cantora. A história é inesquecível e, sobretudo, comovente.
Por aqui para fechar, digo que se não fosse a presença de Elis Regina na história da música brasileira Maysa seria a minha escolhida como a melhor cantora de todos os tempos. Infelizmente ambas mortas precocemente. Zizi Possi, que não tem a penetração que Elis teve no meu entendimento é a nossa melhor cantora viva.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

OS GAUCHATOS

Um grupo de alunos nos anos 40 fundou no Colégio Júlio de Castilhos um movimento buscando resgatar e guardar as chamadas tradições gaúchas. Nessa turma, estavam várias pessoas que são hoje personalidades, sendo a mesma importante delas Paixão Cortês. Esta semente lançada por Paixão e seus amigos se espalhou pelo Rio Grande, pelo Brasil e até no estrangeiro. São milhares os chamados Centros de Tradições Gaúchas.
Embora eu não tenha elementos, nem estudos suficientes para amparar o que vou dizer aqui, tenho a minha própria experiência pessoal na minha cidade natal, São Gabriel, onde costumava passar as férias quando menino. Assim, para mim botas, esporas, cheripás, guaiacas, poncho, pala, pingo e outros nomes típicos de coisas gaúchas não me são estranhos.
O meu bisavô tinha um armazém no Município de São Gabriel, aonde as pessoas do mais profundo interior daquela cidade, e até de municípios vizinhos vinham apanhar provisões. Assim, eu conhecia carretas, peões em seus belos cavalos, e suas roupas típicas. Falar em bisavô, o “seu” Olibio nunca usou calça na vida, trajava sempre bombachas. Morreu com mais de 80 anos, e nunca passou o vexame de ter que usar esta coisa moderna chamada calça.
Quando vejo gaúchos e prendas desfilando suas roupas ditas tradicionais, me lembram mais uma desfile de fantasias, pois não guardam qualquer identidade com os peões que eu via na minha infância. Outro ponto a considerar é que na verdade as roupas do trajar gaúcho variaram ao longo do tempo, pois são quinhentos anos a considerar. O que é pior é que a maioria dos trajes apresentados são próprios de festas, ou mínimo, trajes de fazendeiros para ir à cidade, ou ao povo como eles diriam.
Acho que qualquer traje tem que ter relação com o ambiente onde é usado, assim é que somente usei bombachas uma vez na vida. Foi no colégio primário, onde participei da festa farroupilha cantando uma música folclórica para uma colega que interpretava a “Rosinha”, eu era o “Boiadeiro”:
- De tardezinha, quando chego pela estrada, minha Rosinha vem correndo me abraçar
- É pequeninha, quase nada, mas não tem outra mais bonita no lugar.
- Vai boiadeiro que a noite já vem.
-Leva o teu gado e vai prá junto do teu bem.
Onde será que anda a Rosinha? Nunca mais a vi.
Fico também indignado ao ver os chamados tradicionalistas usando grandes chapéus de aba larga, sem tirá-los da cabeça ao entrar em ambiente fechado. Não é outra a causa de toda a casa antiga ter um chapeleiro na entrada. Eles chegam ao supra-sumo da falta de educação ao sentar à mesa de chapéu.
Assim como existem os ECOCHATOS, existem também o que costumo chamar de GAUCHATOS. O sujeito que anda o tempo todo pilchado, de botas com 40º Celsius à sombra (haja chulé), vai ao supermercado com uma cuia na mão e garrafa térmica debaixo do sovaco. Não sai do CTG, vai a tudo que é rodeio. Mora em apartamento e paga uma grana para ter um cavalo guardado em haras só para andar no final de semana. Batiza a filha de Bibiana e o filho de Rodrigo Cambará. Passa o dia cantarolando o CANTO ALEGRETENSE. Chama carta de chasques e casa de galpão. Trata todo mundo de tu, mas conjuga o verbo na terceira pessoa do singular.
Mas báh, tchê é preciso ter paciência com esta gente!

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