terça-feira, 31 de março de 2009

120 ANOS DA DAMA DE FERRO


Em Paris, França, no chamado Parc Du Champs de Mars, praticamente na margem do Rio Sena, está localizada a Torre Eiffel (La Toure Eiffel).
Ela foi inaugurada em 31.03.1889, pelo que está comemorando no dia de hoje 120 anos.
Foi construída pelo engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo que foi responsável pela estrutura da Estátua da Liberdade em New York City.
Fazia parte de uma feira organizada em comemoração aos 100 anos da Revolução Francesa, e destinada a ser desmontada logo após. Os franceses não deixaram, inicialmente, por dar sustentação a uma grande antena, e depois pelo sucesso mundial, passando a ser considerado um símbolo nacional francês.
Conhecer a torre sempre fez parte dos meus sonhos, principalmente após as aulas de francês da  Profa
. Denakir, ainda no Ginásio Inácio Montanha, ali na Azenha, defronte ao Palácio da Polícia, e ao lado do Hospital Ernesto Dornelles.
V oilá! Grande surpresa tive: ela é muito mais bonita que em fotografia. Não é composta simplesmente por barras de ferro, e sim também por grandes placas que lhe dão um toque encantador. Em suma, ela – como os franceses – é elegante. Não é por outro motivo que mais de 7 milhões de pessoas a visitam todos os anos.

AMIGOS PARA SEMPRE...























Tal como já contei, a nossa comissão festeira da turma de 79 da Faculdade de Direito da UFRGS se reuniu na sexta-feira última objetivando o planejamento dos 30 anos.
Estou ilustrando este texto com a foto do evento.

segunda-feira, 30 de março de 2009

CAYMMI O ETERNO BRINCALHÃO



























Se a gente tivesse que vincular às pessoas uma palavra, à Dorival Caymmi certamente lhe seria atribuída tranqüilidade. Caymmi sempre foi sinônimo de coisa lenta. E, assim morreu. Ele até para morrer foi devagarzinho...
Estamos falando de um baiano autêntico que nasceu em 1914 em Salvador e morreu no ano passado.
É autor de páginas inesquecíveis do cancioneiro nacional, nelas incluídas Samba da Minha Terra, O que que a baiana tem(?), Marina, Modinha para Gabriela, Maracangalha, Rosa Morena, e a inigualável: É doce morrer no Mar, um verdadeiro hino de adoração ao mar.
Os últimos tempos o pai de Dori, Danilo e Nana foram passados em Copacabana, no Rio de Janeiro. Daí que os cariocas mandaram fazer uma estátua para ele, que ficou lá no fim da praia, no posto 6. Ele está com um braço aberto, certamente num convite para que a pessoa tire uma foto abraçada a ele. É claro que não resisti. A foto está aqui ilustrando este pequeno texto.
Mas não é que o baiano me sacaneou e na foto parece que está me botando umas guampinhas, tal como a gurizada costuma fazer com os seus amigos em fotos coletivas? Não é por outra causa que está rindo.
Pô, Caymmi respeite o fã!

domingo, 29 de março de 2009

FESTA DOS 30 ANOS DIREITO-UFRGS JÁ ESTÁ MARCADA

Reunimos-nos sexta-feira passada no Restaurante Copacabana para planejar a festa de 30 anos de formatura da turma DIREITO-79. Estavam presentes além deste que vos fala, minha esposa Maria de Lourdes, João e Virginia Ghisleni, Nicolau Lütz Neto e sua esposa, Juarez Gonçalves e José Castilho. No encontro, entre um gole de bom vinho e nacos de excelente vitela do restaurante, marcamos a nossa festa para o dia 20 de novembro deste ano as 21h00min, ali mesmo no Copacabana.
Peço aos colegas que costumam ler este meu blog que divulguem entre os demais o evento. Nos próximos dias, darei mais detalhes da festividade.

quinta-feira, 26 de março de 2009

UNANIMIDADE BURRA

Um dos poucos gênios de nosso tempo foi NELSON RODRIGUES. Nasceu em Recife em 1912 e morreu em 1980. Foi grande jornalista e teatrólogo. Sendo ele dono de uma irreverência sem medidas, tinha um estilo sem par.
Para desespero das feministas se saiu com esta: - Nelson, todas as mulheres gostam de apanhar, então? – Nelson respondeu na lata: - Não, só as normais! Claro que não é a minha opinião, e também não era a de Nelson, fazia parte de um contexto próprio dele, dentro de uma linha que objetivava chocar as pessoas, e neste intuito tirá-las de seu sossego. Assim foi Nelson Rodrigues.
Li só uma biografia de Nelson Rodrigues que foi a de Ruy Castro. O título é o ANJO PORNOGRÁFICO. Se tiverem a oportunidade, não percam, pois se trata de uma leitura muito interessante, dentro do estilo jornalístico de Ruy.
Atribui-se também a Nelson Rodrigues a definição de que toda a unanimidade é burra. O professor Luiz Marins, em seu site, diz que tem origem na sentença latina: Cada Cabeça uma sentença (Quot Capita, tot sententiae). Certamente Nelson tentou dizer que se todo mundo pensa de determinada maneira alguma coisa está errada, pois ninguém teria olhado a coisa de maneira diferente.
Foi neste sentido que eu debochei bastante dos 84% de aprovação de Lula Lá. Pois, hoje o Clóvis Duarte, no seu site, lançou na sua diária pesquisa uma pergunta: se a pessoa era a favor ou contra a diminuição da remuneração da caderneta de poupança. Pensando bem: quem seria contra a remuneração de seu próprio rendimento? Pois não é que para prevalecer a tese de Nelson Rodrigues apareceram SEIS POR CENTO de votos a favor da diminuição dos ganhos da poupança. É incrível, quando eu li, e obviamente votei contra, achei que seria 100%, pois errei feio.
Voltando ao Nelson, contam que com a história da mulher gostar de apanhar, a própria mulher sofreu com isto, pois todo perguntava a ela se já tinha apanhado naquele dia determinado. Até que ela cheia com aquilo tudo o forçou a dar uma explicação. E, ele deu, mas na sua maneira: - "se a pessoa é burra e não entende o que quis dizer, problema dela. Burro nasce que nem capim." Ele não tinha jeito mesmo.

1.000.000 de casas?

Leio na mídia que o governo federal lançou um programa objetivando o financiamento e construção de um milhão de residências.
O custo da farra será de 40 BILHÕES DE REAIS.
Disseram ainda que o governo bancará a inadimplência. Maravilha, posso comprar uma casa que, se eu não pagar, alguém pagará para mim. Nada melhor.
Velhas lições de contabilidade dizem que para todo o débito deve corresponder um crédito. É por isso que naqueles grandes balanços que aparecem seguidamente nos jornais as duas colunas sempre tem o mesmo resultado.
Logo, se o governo precisará de 40 bi, alguém deverá pagar esta bagatela.
Como está na moda a escolha múltipla eu apresento aqui as minhas.
Pergunta:
Quem pagará a conta do um milhão de casas do Lula Lá?
a) O contribuinte brasileiro
b) Os empresários
b) Os banqueiros
c) Os políticos
e) Os adquirentes das residências
A massa contribuinte efetiva do Brasil deve girar em torno de 40.000.000 de pessoas. Assim, para financiar 40.000.000.000 resultará em 1000 para cada um de nós os trouxas de plantão, como sói acontecer.
É claro que é um deboche. Este plano não sairá do papel. Ou melhor, até sairá mas não do tamanho apregoado. Mas isso não importa, o que interessa é a propaganda: o governo dará 1.000.000 de residências ao sem casa. O resto é perfumaria.

quarta-feira, 25 de março de 2009

UM ENSAIO SOBRE A TOLICE

(Iniciei o texto rindo, pois os meus leitores dirão: outras?)

Para conceituar tolice, podemos dizer ser sinônima de bobagem, besteira, bobice, disparate, parvoíce, estupidez, burrice, jericada ou asnada. Em suma, alguma coisa feita fora da razão normal.
Pois, a tolice, ao que parece, nasceu com o mundo. Não por outro motivo que Heráclito, isto lá por 500 antes de Cristo já dizia que os tolos sempre foram a maioria no mundo. Ora, Heráclito, eles ainda o são.
É claro que ninguém está livre de dizer tolices. O problema é quando as dissemos com solenidade (Michel Montaigne). Hoje em dia, este tipo é predominante, principalmente na política. Um presidente no Afeganistão, por exemplo, disse em discurso no nordeste de seu país:
- Minha mãe, que nasceu analfabeta...
O estranho é que o povo afegão vai ao delírio com este tipo de frase do seu presidente, talvez se explique a sentença de Baltasar Gracián y Morales: “A multidão se encanta com a tolice.”
Tem gente que tenta dizer algo na essência verdadeira, mas na hora de falar, se atrapalha nas palavras ou assunto, e saí uma enorme besteira. Maluf comentava o problema dos estupros seguidos de morte em São Paulo, querendo dizer que se a intenção do agente criminoso era o crime sexual, não havia porque matar, saiu com esta asneira: - Estupra, mas não mata. Vai levar para o túmulo a asneira, pois não há como consertar tamanha tolice.
Existem frases famosas que ilustram nossos livros de história, mas que, se olharmos a fundo, veremos que se trata somente de uma grande tolice. O enorme exército de Xerxes estava para massacrar os gregos, quando Leônidas e 300 espartanos e mais cerca de 7000 outros gregos resolveram segurar os mais de 300.000 persas no desfiladeiro das Termópilas. Lá pelas tantas, disse um dos soldados ao Leônidas: General, as flechas dos inimigos serão tantas que escurecerão o céu. Respondeu balaqueiro o comandante – Melhor, combateremos à sombra.
Existem tolos que são teimosos. Certo Publílio Siro, contemporâneo de Júlio César (mais ou menos I século a.C) dizia que tolo é aquele que naufragou duas vezes os navios e continua a por a culpa no mar. Este também era pensamento do chato do Jean Paul Sartre autor da frase: - “Ninguém deve cometer a mesma tolice duas vezes, pois, a possibilidade de escolha é muito grande.”
“A maioria dos tolos se acha engraçado, quando na verdade não tem é juízo” (François de La Rochefoucauld). Eles acham que dizendo a besteira com graça, passam por inteligentes.
O grande perigo é a tolice dita por uma pessoa inteligente. Neste caso, a pessoa dá um jeito de parecer erudita disfarçando a bobagem, em suma camuflando a realidade.
Outro problema é a besteira sendo repetida por milhares de pessoas, acaba ficando com cara de verdade, quando continua sendo uma tolice.
O esporte, então, é pródigo em tolices. No futebol, um time está ganhando de dois a zero, anuncia o narrador ou o comentarista: - “O placar é muito perigoso...” Tentam explicar que um time está ganhando de dois a zero, e o adversário faz um gol e fica empolgado, com isto vai para cima do time que está ganhando e acaba empatando e até ganhando o jogo. Ora, Santa Asneira, é perigoso na verdade para o time que já está levando 2x0, pois o mais comum é que leve mais um gol.
Querem ver outra asneira do futebol? Um time tem um jogador expulso. Dizem os doutos narradores: - O time que está desfalcado do jogador expulso se multiplica querendo todos os outros jogadores compensar a falta de um deles, e acabam superando o adversário completo. Bom, neste caso, quem sabe já começa o jogo com dez?
A imprensa também fornece muito material. Os repórteres policiais: “Joãozinho das Candangas morreu ao dar entrada no Pronto Socorro.” “Uno Mille bateu de frente em carreta na Free Way, motorista do automóvel morreu ao dar entrada no nosocômio municipal de Porto Alegre.” Acho que o Prefeito tem que mandar olhar o que existe de perigoso na entrada do HPS, pois está matando gente...
Um bom fornecedor de tolices é o estudante. Pergunta a professora: - A união faz a ...? Responde a turma em uníssono: ...çucar. A professora apresenta na prova um triângulo retângulo, com um cateto com 2cm e outro com 3 cm, no lado da hipotenusa põe um “x”. Determina: ache o “x”. Claro, a mestra queria que o aluno usasse a Teorema de Pitágoras. O aluno não teve dúvida assinalou um círculo em redor do “x” e escreveu: - Achei, ta aqui fessora(sic). Este último caso eu via a prova, não se trata de ficção.
Quando a gente quer dar um presente bom e não tem dinheiro, o que se faz? Compra um presente simples e capricha na embalagem. Pois, Nicolas Chamfort (pensador francês) já dizia: “Há tolices bem embaladas, assim como há tolos bem-vestidos.” Assim, a gente lê muita tolice por aí bem embaladinha e que para a maioria passa como se fosse verdade.

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