segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FOTO DA TUNÍSIA

Nestes dias complicados no mundo muçulmano, lembrei que estivemos na Tunísia, esta mesma em que o ditador foi apeado, assumindo uma junta militar.
Fui olhar as fotos e localizei uma muito legal, onde estou vestindo a camisa com o distintivo do Grêmio que relatei identificou alguns comerciante locais com o imortal tricolor e com a cidade de Porto Alegre.
Na foto Lourdes, minha sobrinha Fabiane, mais eu. 

TRISTEZA DO BOM FIM PARA O MUNDO

Não sei se é falha minha, mas a verdade é que somente li um livro de Moacir Scliar que foi o Guerra do Bom Fim. O meu concunhado Nelson Rosa tinha morado por muitos anos no Bom Fim, ali na Rua Fernandes Vieira, e tendo lido o livro me falou entusiasmado dele, daí que acabei lendo, e gostei muito.

Moacir Scliar vinha com o seu livro  fazer parte do que se chamou Realismo Fantástico (ou outros nomes que os entendidos em literatura dão). Nesta escola, podemos colocar Érico Veríssimo, com o Incidente em Antares e Garcia Marques com os 100 Anos de Solidão. Dias Gomes - que escrevia para a Globo-  andou praticando com a novela Saramandaia.
Moacir Scliar teria sido um dos poucos acertos da Academia Brasileira de Letras, nos últimos anos. Lá estavam apenas ele Moacir e o ótimo Carlos Nejar, que por sinal fez a sua saudação quando o primeiro assumiu sua cadeira na ABL. Apesar do peso de um Carlos Nejar, acho que poderemos ter mais gente por lá. Se bem que a companhia não seria muito boa.
Volto a dizer estamos empobrecendo culturalmente aqui no Rio Grande, pois não há reposição. As nossas escolas são ruins, professores fracos, exigências mínimas e currículos pobres não podem dar boa coisa.
Finalizo me repetindo: poetas não morrem ficam em suas obras. O mesmo vale para os escritores, pois podemos em seus livros vê-los vivos: é só abrir as páginas e eles estarão ali contando suas histórias.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

DITADORES EM XEQUE

Estamos vivendo uma das maiores revoluções no mundo: a revolta de países do muçulmanos contra ditadores que há muitos anos comandam seus respectivos países com mão de ferro.
O detonador   foi a Tunísia, onde o ditador foi apeado do poder, assumindo uma junta militar.
Seguiu-se o Egito de Hosni Mubarak, o naior país árabe.
Por último, algo impensável nos últimos tempos: a um ataque violento ao regime de Kadaffi na Líbia.
Acho que este maior ditador,e sem dúvida,o mais violento não tem mais volta, a marcha dos oposicionistas já tomou conta de grande parte do país.
O grande risco é que a teocracia assuma o lugar dos ditadores leigos, o que pode até piorar a situação dos países.
De qualquer sorte, a novel revolução deixará os ditadores de todo o mundo com as barbas de molho, incluindo os irnãos Castro, os coreanos do norte e a china.
O grande problema dos países árabes é a falta de vocação de um regime democrático. O árabe carece sempre de um chefe, o que determinará um longo aprendizado, para o qual não acreditam que esteja preparado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

COERÊNCIA?

O sen. Paim depois de conversar com a presidentE  Dilma, resolveu apoiar o salário mínimo de 545.
Vou tentar explicar a posição do nobre senador: é que 545 é maravilhoso para o trabalhador brasileiro.
O operário não precisar se preocupar onde vai aplicar seu dinheiro.
Ele pode dizer para o filho que lhe pede mesada que não recebe o suficiente para tal liberalidade.
Ele não precisa pagar imposto de renda.
Ele pagará pouca contribuição para o INSS.
Ele não precisa se preocupar onde vai passar as férias, pois será em casa mesmo ou fazendo biscates.
Ele não tem que se preocupar com segurança para a sua grana, pois se o assaltante lhe pegar é capaz de ficar com pena de sua miséria, e querer lhe emprestar alguma grana.
Como não terá dinheiro para pagar o transporte, poderá fazer exercício indo a pé para o trabalho.
A grana é tão curta que não poderá nem levar marmita para o trabalho, com o que a sua caminhada será mais leve.
Não corre o risco de engordar, e ter que comprar a cara Subtramina.
Viram? O senador está fazendo um bem para o trabalhador brasileiro.

QUE DÚVIDA!

Hoje assisti, com indisfarcável orgulho a sessão do Senado onde foi discutido o novo salário mínimo.
Gostei tanto da nível da discussão, e principalmente dos argumentos sólidos do pessoal do governo.
O negócio é o seguinte: o Senado votou que nos próximos anos que ele não precisará  votar o SM, a Dilma o faz por Decreto, em tese, obedecendo uma regra pré-estabelecida.
É a primeira vez que vejo um parlamento abrir mão de suas prerrogativas.
Estou tão orgulhoso destes nossos parlamentares que estou providenciando uma foto do Senado para colocar ao lado do meu crucifixo. Estou em dúvida se o ponho do lado direito ou do esquerdo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DARIO 5.0

Na última quarta feira, tivemos uma noite muito agradável, pois fomos ao aniversário do nosso amigo Dario. O casal Dario e Lizete nos recebeu muito bem, como sói acontecer. Por lá,  encontramos, entre outros amigos, o casal Nelson e Lúcia.
O momento foi eternizado através de uma linda foto que publico aqui para que todos possam apreciar. Notem o sorriso maravilhoso e inconfundível do aniversariante Dario.
Da esquerda para a direita: Nelson, Lúcia, Osnir, Dario, Lisete e Lourdes.

DILMA, ESSA MENINA.

Li no Estadão que Lula chama Dilma de "essa menina". Ele pode até ter intimidade com ela, e em lugar privado lhe chamar do que bem entender, o problema é chamar presidente em público de "menina".
Há alguns anos, lá num cartório de Porto Alegre, um advogado ao argumentar a favor de seu cliente chamou o Tabelião titular de "meu filho". O bacharel era, no mínimo uns vinte anos mais velho que o tabelião.
O tabelião prontamente se levantou e se dirigiu a um quadro que estava na parede. Era a fotografia de seu falecido pai. Disse ao advogado: o senhor não é meu pai, o meu pai é este aqui.
O velho advogado tentou se desculpar de tudo quando foi jeito, mas não adiantou o diálogo foi encerrado ali.
Durante algum tempo, achei que era injustiça do tabelião, e que o advogado o tinha chamado tão somente por uma forma carinhosa. Hoje, no entanto, já com alguns anos a entulhar minhas bagagens, sei que quem tinha razão era o tabelião.
O tratamento tem que forçadamente obedecer as regras do local. O tratamento familiar, como é o de meu filho é próprio da intimidade.
Sei que chego a exagerar, mas quando o filho trabalha com o pai, não deve chamá-lo de pai, mas pelo seu nome ou por sua titulação; do outro lado, também o pai não deve chamar o seu subordinado de filho.
Chamar alguém que ocupa o mais alto posto da república de "essa menina", é uma forma de tentar manter uma hierarquia superior, que diante da nova realidade é falsa.

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QUEM É ESTE ESCORPIÃO?

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