segunda-feira, 14 de maio de 2012

O INIMIGO OCULTO


Por mais cruéis que sejam as guerras, a tradição determina que cada um tenha o seu motivo, os exércitos sejam uniformizados, e, portanto, plenamente  identificados, de tal sorte que não venham os contendores a atingir pessoas que nada tem com o embate.
Por isso, o chamado terrorismo ofende em cheio este pacto mundial, pois o inimigo é oculto, e a motivação somente é apresentada, quando é, depois, ou até muito tempo além, assim sendo,  o contendor ostensivo não conhece o oculto, e, portanto, sempre está em condições de desvantagem.
Não é por outro motivo, que o terrorismo é inimigo universal, ou quase isso, pois existem países que o apóiam.
Inobstante o absurdo, por si só da guerra, os organismos internacionais, especialmente em tratados específicos, tais como a famosa Convenção de Genebra estabelecem os tipos de armas permitidas em qualquer guerra, de tal sorte ( ou azar) de, por exemplo, um disparo não eliminar totalmente o cadáver que resultar, e assim possa ser reconhecido por seus companheiros de luta, para que este possam lhe dar um sepultamento digno. É norma obrigatória internacionalmente, e o seu descumprimento é motivo de sanção,  cuja cobrança e execução nem sempre resulta em efetivação dela.
Quando fui militar aprendi que é muito melhor à força atacante lutar no escuro, pois a tropa que se defende é pega de surpresa e demora muito a compreender quem é o real atacante, e sua força. Os exércitos modernos usam óculos com visão noturna, o que aumenta em muito a sua superioridade.
Em suma, compreender contra quem se luta é fundamental, sob pena de sucumbirmos, sem ao menos saber quem nos ataca.

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