sábado, 28 de junho de 2008

FALSO BRILHANTE

Gosto muito dos brocardos latinos, mas, a verdade é que nunca estudei latim. O pouco que sei aprendi sozinho, em algumas gramáticas ginasiais antigas. Como gosto de descobrir coisas antigas, volta e meia desenterro algum brocardo direto dos romanos. Foi assim que descobri o SIMIA SIMIA EST, ETIAM SI AUREA GESTAT ORNAMENTA. Numa tradução livre de autodidata seria O macaco sempre é macaco, mesmo se vestido de ouro.
René Izoldi Ávila (advogado tributarista falecido há pouco tempo) costumava dizer que não adianta chamar cachorro de leão, e ele sair rugindo que não vai virar leão.
Também existe a fabula do leão em pele de cordeiro, onde debaixo do pelego está um enorme animal a querer nos devorar.
Costumo contar a historia de um sujeito que ganhou na loteria esportiva, e depois de dois anos foi procurado por uma repórter, a qual queria saber como está indo a vida do novel milionário.
Vou inventar os nomes, pois faz muito tempo, e não lembro, e nem quero lembrar os nomes envolvidos.
- Senhor Mestrôncio, o que senhor tem feito da vida depois que ganhou na Loteria Esportiva sozinho?
- Ué, tenho trabalhado na obra.
- Haham, o senhor agora é empresário da construção civil?
- Não senhora, eu continuo trabalhando de pedreiro, sim sinhora...
- Sim, mas qual a vantagem de ter ganho na loteria, se o senhor continua trabalhando de empregado na construção civil?
- Claro que tem vantage(sic), ao meio dia eu sento no refeitório, pego minha marmita de prata, antes disto abro a minha garrafinha de Drurys (Uísque nacional comum), depois tomo café na minha garrafa térmica de aço inoxidáver (sic).
- Mas, e para a sua mulher o senhor não comprou nada para melhorar a vida dela?
- A Paminonda? Claro que sim: comprei um grande tanque de mármore para ela lavar a roupa. Tem de que vê a alegria dela...
- E, o seu filho José?
-Haham..., o Zezinho, pergunta de quem é a Carrocinha de Cachorro quente mais bonita da cidade?
É isso, mesmo não adianta dinheiro, se a cabeça continua de pobre.
Não raro, me surpreendo com exatamente o contrário, vou à casa de gente humilde, mas com boa cabeça, e noto que as coisas estão todas ajeitadas como se os proprietários tivessem grandes recursos. Tudo limpo, organizado, peças improvisadas de muito bom gosto e harmonia. Ou seja, dentro daquela cabeça, não existe o espírito do sou pobre, logo tenho que ser relaxado.
Assim, para encerrar este papo de hoje, junto outro brocardo latino, também pertinente ao mesmo assunto: NON TAM REFERT UNDE NATUS SIS, SE QUI SIS. Este é fácil: Não interessa onde nasceste, mas sim quem és.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O VALMOR DA MISCELÂNEA


Há muitos anos existia na Praça da Alfândega uma livraria chamada Miscelânea de propriedade de dois irmãos Ferro. Fui aluno de um terceiro irmão chamado Miguel Sirângelo Ferro que lecionava Geografia no Ginásio Inácio Montanha, ali na Azenha.
A livraria posteriormente se mudou para o edifício Manhattan, na esquina das Ruas Andrade Neves e Gen.Câmara - a conhecida Ladeira - , sendo conduzida, inicialmente, ainda pelos Ferro, e depois por um empregado que assumiu a empresa chamado Valmor Dalcin.
A Miscelânea, o nome já dizia, vendia, além de livros, miudezas diversas, mas tinha em sua direção o dito Valmor que era muito conhecedor da arte do livro.
Era um livreiro à moda antiga, pois lia, conhecia, recomendava e criticava os livros e autores. Tinha uma memória prodigiosa, pois era capaz de lembrar os nomes dos livros e dos autores e ainda sua editora. Sabia se estavam fora do catálogo; se a edição já tinha se esgotado; e, algumas vezes até quem ainda poderia ter em estoque o livro que você procurava. Em suma, um profissional competente.
É evidente que este tipo de profissional de livraria não existe mais, exceto em alguns poucos sebos, que ainda conservam a arte de conhecer os livros, seus autores e edições. Ter conhecimento da importância de uma edição especial, reconhecer um livro raro é coisa que não se encontram mais nos profissionais da área.
O meu querido amigo Valmor tinha ainda outra virtude que julgo maravilhosa num bom livreiro: conhecia o gosto do seu cliente.
Diálogo de 1980:
- Osnir, chegou um livro para ti.
- Que livro, Valmor?
- Alvim Toffler, o autor de O choque do Futuro lançou um novo Livro chamado a Terceira Onda, é da Record.
- Vou aí pegar.
Neste curto diálogo ele demonstrava, em primeiro lugar, que conhecida o Autor, pois citava um livro anterior, de grande sucesso; e segundo, conhecia o conteúdo do novo livro, e, finalmente,l e principalmente, que sabia o assunto interessar ao seu cliente, no caso a minha pessoa.
Durante muito tempo almocei com o Valmor todos os dias no Restaurante do Clube do Comércio, onde conversávamos sobre o cotidiano, sobre livros e sobre as coisas pessoais. As dele, pois eu sempre fui muito fechado, como são os escorpianos. Acho que o Valmor era de Libra.
Ele se queixava muito do negócio dos livros que não lhe trazia muito retorno, sobrevivia com a venda de jornais principalmente fornecimento de periódicos de fora do Estado, que distribuía até entre os órgãos governamentais, que eram seus clientes de caderneta.
Ele costumava vender fiado os livros e revistas aos seus clientes, sendo que a grande maioria honrava seus compromissos, mas, não raro, ele levava um calote, às vezes grande. Ele tinha um grande coração, nunca cobrou ninguém judicialmente. Alguns até que mereciam.
Ele somente ganhava dinheiro com livros na Feira do Livro. A sua banca era a segunda a esquerda de que entrava vindo da Ladeira para a 7 de Setembro. Ali sempre em companhia de um auxiliar, que durante muito tempo, foi o Paulinho, hoje proprietário de uma banca de jornais e revistas na esquina da Rua Jerônimo Coelho com a Avenida Borges de Medeiros, vendia muitos livros, o suficiente para melhorar o seu faturamento anual.
Valmor formou suas duas filhas, Larissa e Juliana, respectivamente, em Psicologia e Medicina, com muito sacrifício, mas com grande entusiasmo.
Vítima destes mistérios que a natureza não nos explica, Valmor foi vítima de um galopante câncer no pâncreas, que o matou em poucos meses. Coisas ruins que acontecem às pessoas boas. Nunca vi um cretino morrer de câncer. Por certo este tipo de doença tem uma carga muito grande psicossomática. O indivíduo bom se preocupa muito, e vai enfraquecendo o sistema imunológico, enquanto o sujeito mau não se preocupa com nada: crava a faca nas costas do adversário e vai ao cinema. Você já viu algum destes políticos ladrões que andam por aí morrer de câncer?
Após a morte de Valmor, a Miscelânea encerrou suas atividades definidamente, ficando somente na memória de seus clientes, entre eles muitas personalidades de nossa cidade.
Valmor Dalcin: uma grande lembrança de bom profissional, de pessoa honestas e sobretudo um grande amigo.

terça-feira, 24 de junho de 2008

FUTURO, UM HORIZONTE ABERTO

Não tenho a memória prodigiosa de meu irmão Alfredo. Ele é capaz de lembrar pequenos detalhes de acontecimentos de anos ou de décadas anteriores, conseguindo ressuscitar assuntos que nos causam surpresas. Daí, eu não me lembro o ano, mas eu estava dando aulas na Faculdade de Direito da Universidade Luterana, falando sobre Direito Comparado, e recomendando a leitura de um livro de René David, chamado Os Grandes Sistemas Jurídicos Contemporâneos. No meio da aula, um senhor trajando um terno azul-marinho e gravata combinando, fez algumas observações pertinentes sobre literatura.
No final da aula, aquele distinto senhor veio ao meu encontro junto à mesa de professor, o que é bem comum em faculdade, onde os alunos vêm conversar, sendo alguns para tirar dúvidas, outros para saber de algum detalhe que lhes escapou, outros para ver se o mestre tem alguma solução para algum problema profissional que já está enfrentando em estágios, e outros por mero puxa-saquismo. É claro que não era o caso dele. Veio estender o seu papo sobre literatura. Daí trocamos algumas idéias, tendo ele entendido que eu sabia alguma coisa do assunto, e eu que ele sabia muito mais ainda.
Neste belo bate-papo, ele revelou quem era, e para minha grande satisfação: estava ali no alto dos seus 70 e alguns anos Mário Lima, o dono da famosa Livraria Lima, localizada na Avenida Borges de Medeiros, onde muitas vezes fui comprar livros.
Ele fazia a faculdade de Direito da ULBRA. Não sei se chegou a se formar, espero que sim, pois já é falecido, mas deixou para mim e para os seus colegas uma grande lição de vida.
Por certo ele não buscava uma nova profissão para alcançar alguns tostões, mas buscava adquirir novos conhecimento. E, entendia ele que para este mister não há idade. O futuro é um horizonte aberto, e para o seu Lima, ele não tinha fim.
Mário Lima, uma grande lembrança.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

UM POUCO DE ECONOMIA POLÍTICA

Faz tempo que não me visita o meu velho professor de economia política, grande figura o Professor Giovanni Biasotti, com quem tenho grandes papos sobre econômica, obviamente, mas principalmente sobre política atual.
Lembrando as lições do mestre, o estudo da economia como ciência começa, sem dúvida, com o livro de Adam Smith (o pai da economia) a RIQUEZA DAS NAÇÕES, e ombreando com ele, como principais representantes da escola clássica de Economia, além do super conhecidos Malthus, está David Ricardo. Nascido em 1772, falecido em 1823, dizia que a ciência econômica determinada quais as leis naturais orientavam a distribuição das riquezas, numa análise das perspectivas de seu tempo, e sempre com preocupação na necessidade de um crescimento a longo prazo.
Para Adam Smith e Ricardo o trabalho na indústria, além do agrícola, era fonte de riqueza, num trabalho livre, sem intervenção, guiado pela própria natureza. È claro, sem os exageros do pessoal do “Laissez faire, laissez passez” ( algo como Deixa fazer, deixa passar) de Gournay e Quesnay, os quais defendiam a liberdade total, inclusive com a abolição das aduanas, dos regulamentos e das associações.
Pensando nisso tudo, imaginei escrever um livro sobre a inédita e economia brasileira. Ela não tem parâmetro no mundo. Por aqui tudo funciona ao contrário, é claro sempre no sentido de prejudicar o povo em geral, e facilitar a vida dos agentes econômicos.
Inicio falando de um dos mais antigos princípios do capitalismo, ou seja, a lei da oferta e da procura. Como ela funciona? Vou explicar em linguagem leiga: se eu tenho pouca oferta do produto, e muita demanda, ele aumenta; se, contrário senso, eu tenho muita oferta do produto, e pouca demanda, ele tende a baixar de preço. Assim o é, em todo o mundo capitalista, menos do Brasil.
A lei da oferta e da procura, por aqui, funciona assim: se o comerciante está vendendo muito, ele aumenta o produto para se aproveitar da grande procura, numa aplicação exata da lei da oferta e da procura. Entretanto, quando o contrário acontece, ou seja, não há procura, e a demanda é pouca, ou invés de baixar o preço, o nosso comerciante aumenta para compensar junto aos poucos consumidores desavisados os compradores que deixam de adquirir os produtos.
Em qualquer lugar do planeta, o país que está em crise vê sua moeda baixar de cotação no mercado mundial. No Brasil, deu a notícia que o EUA estava em dificuldades, imediatamente o dólar subiu. Ora, a moeda do país que se apresentou em crise subiu, e no nosso país que não tinha nada com isso teve a moeda desvalorizada. O absurdo é total. No Japão, a notícia da crise americana resultou no aumento da cotação da moeda local – o iene – e a baixa imediata do dólar.
No mercado mundial, a baixa procura de dinheiro emprestado faz com que a taxa de juros baixe, aqui acontece o contrário, baixando o número de pessoas tomando emprestados, os agentes econômicos para compensar esfolam os remanescentes tomadores de mútuos (empréstimo de dinheiro). Por aqui, o governo aumenta a correção de seus títulos públicos – de 11% para 12% ao ano. Isto em qualquer lugar do mundo resultaria no aumento da taxa bancária de juros por volta de 0,5% a no máximo 1% de juros ao ano.
Por aqui, o aumento de 1% na taxa anual da SELIC provoca aumento de 2%na taxa mensal de juros.
Nos países sérios, quando um insumo de uma mercadoria aumenta de preço, o comerciante verifica que participação tem aquele insumo na sua produção, e calcula quanto ele repercutirá no produto. Assim, por exemplo: eu fabrico aviões. Aumento o preço da hélice. Vou verificar de quanto é a participação da hélice no preço final do produto, descubro que é cerca de10%. Se o insumo aumentou 10%, devo aumentar minha mercadoria em 1% para compensar. Sabe o que acontece por aqui? Os nossos agentes econômicos aumentam diretamente a mercadoria em 10%, como se todos os insumos tivessem tido o mesmo aumento, e principalmente o aumento do lucro em dez por cento.
Como existe um déficit crônico na Previdência, o governo arrochou os benefícios dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Em compensação, aumentou a distribuição de benefícios aos não contribuintes da previdência social.
As empresas participam das concorrências públicas, ganhando a de menor preço. No meio do contrato a firma que apresentou preço menor, alega que teve aumento de custo, e necessita de complemento, e é logo atendida.
Nos países adiantados, quando mais experiente o empregado, mais prestígio ele tem, por aqui o que interessa é quanto ele passa na coluna da folha de pagamento. Se ele começa a ficar muito saliente na coluna da direita, logo é convidado a sair.
Na Europa e nos EUA o banco toma dinheiro junto aos particulares, e empresta com um valor pouco maior ao tomador final, cliente do banco, cobrando uma taxa de juros um pouco maior que aquele de quem lhe alcançou em confiança o dinheiro. Esta diferença entre o valor tomado pelo banco, e o que emprestou ao seu cliente é chamado de SPREAD.
Nestas plagas temos os maiores SPREADS do mundo. Ou seja, a diferença entre a taxa de captação e a de aplicação é elevadíssima.
Os bancos captam a 19% ao ano, e emprestam a 60% ao ano aos seus melhores clientes. No cheque especial, captam nos mesmos 19% ao ano, e emprestam entre 150% a 200% ao ano.
Por que isso acontece? Ora é mais confortável ao aplicador emprestar dinheiro a 19% ao ano do que jogar na atividade econômica, onde dificilmente terá um rendimento sequer próximo aos 19%. Como a procura de empréstimo é grande, os bancos deitam e rolam, cobrando a taxa que bem entendem. Como constituem um grande bloco cobram as taxas que bem entendem. Mantém um acordo não escrito de manter as taxas elevadas, driblando assim a livre concorrência que poderia baixar as taxas.
Quer outro exemplo de distorção econômica brasileira? O petróleo aumenta no mercado mundial, a gasolina não aumenta. O álcool, inteiramente brasileiro assim que a gasolina ameaça aumentar de preço já salta na frente.
O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores do Brasil em alimentos, por que a cesta básica daqui é a mais cara do Brasil?
Realmente a nossa econômica é totalmente “sui geniris” carecendo de um manual de econômica a explicá-la.
Se bem que, costumo dizer (para indignação dos meus amigos) economistas, que no meu entender eles são ótimos historiadores e péssimos profetas. Eles sabem dar explicações sobre tudo o que aconteceu na economia, mas não sabem opinar, nem montar uma estrutura eficiente a ponto de formar um bom futuro na economia do país.
Mas o nosso país é muito forte e rico, pois ao que parece vai sobreviver a dois mandatos do Lulla Lá. Genuflexamos todos que a atual conjunta internacional favorável – a qual já começa a apresentar sinais de cansaço – dure até o final do mandato do atual presidente, e dure também no próximo, pois senão a economia vai ficar muito complicada.

(o Prof. Giovanni Biasotti foi professor de Economia Política na FAC. DIR/UFRGS. O retrato que ilustra é de DAVID RICARDO)

UM FIM DE SEMANA EM PELOTAS

Neste fim de semana, eu e Lourdes fomos até Pelotas, onde encontramos a minha filha Gabriela e meu genro Bruno. Tivemos momentos muito agradáveis. Visitamos a cidade praticamente toda, a qual muito nos surpreendeu positivamente. Também visitamos a casa dos pais de Bruno, onde fomos muito bem recebidos pelo casal, e onde saboriamos um maravilhoso churrasco, além, é claro da boa companhia e excelente papo. Voltamos no final do domingo com um gosto de queremos mais.

TEXTO NUMA PAREDE DE UM PENSIONATO DE PELOTAS -RS

Vi na parede de um pensionato em Pelotas-RS, um gravura na parede, onde um rapaz carregava na garupa um menino. A legenda dizia : - Ele não pesa nada é meu irmão!
Acho que preciso pensar muito sobre a frase antes de escrever qualquer coisa sobre ela.

O BRUTUS DE YEDA

Julio César foi historiador, grande orador, legislador e , principalmente, o maior de todos os generais, tendo transferido aos seus sucessores o sobrenome, independentemente de seu grau de parentesco, inaugurando a dinastia que se denominou os Doze Césares. (Já falei em crônica anterior sobre eles.)
César era um guerreiro, compartilhando "pari passu" as dificuldades e privações pelas quais sofriam seus soldados nas inúmeras campanhas que empreendeu. No alto do seu cavalo, era um ponto de referência às legiões romanas, onde quer que estivessem.
A sua conhecida clemência com os adversários despertou enorme simpatia popular, e, por via de conseqüência o ódio e inveja dos ricos.
O patriciado, assentado no Senado, foi o centro de uma revolta que culminou, em 15.03.44 ªC, com o seu assassinado, provocado por inúmeras punhaladas.
Entre os algozes estava Brutus, cuja ingratidão provocou a célebre frase:
TU QUOQUE, BRUTUS, FILI MI!.
Em tradução livre, poder-se-ia dizer Até tu, Brutus filho meu.
Suetônio, o maior historiador romano, não refere a tal frase, mas ela é tida como verdadeira
O legado de Júlio César se estendeu durante todo o império e chegou até nós, como base duradoura de nossa civilização.
Vejam bem: o grande Júlio César ao morrer não se preocupou com o homicídio em si, pois sabia correr este risco o tempo todo, episódio comum naqueles tempos, não lhe causou espanto, no entanto, a participação de Brutus é que o teria indignado.
O problema não é a traição e sim de onde ela vem.
Se parte de nossa grei a dor é muito pior.
A governadora Yeda está sentindo na carne o problema. Ele deriva da promiscuidade dos partidos, em coligações sem qualquer controle ideológico, fundada tão-somente nas necessidades pontuais das siglas, e, principalmente na acomodação dos apadrinhados.

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