Há muito tempo venho dizendo que estamos nos encaminhando para o caos econômico. Infelizmente, devo estar certo, pois já tenho lido em alguns jornais do pais, ainda timidamente, algumas de minhas teses sobre economia.
A primeira delas: a violenta valorização do real se dá face a entrada maciça de dinheiro do exterior, a busca de juros extremamente altos. Estes dólares buscarão outras paragens se aqui deixar de ser interessante. A valorização do real torna nossas exportações caras e nossas importações baratas. Isto estimula a entrada de mercadorias, sobretudo as manufaturadas, em detrimento da industrial nacional. Felizmente o setor de serviços tem compensado esta perda na indústria. Até quando não se sabe.
A segunda, o governo face a entrada maciça de dólares tem comprado bilhões de dólares que estufam nossas reservas e tem um custo interno muito grande. Este custo interno paga 12 por cento de juros ao ano. Com isto também aumenta a dívida interna que já encosta nos 2 trilhões de dólares.
A terceira, o pais não pode continuar a pagar juros altos para rolar a dívida interna e honrar a dívida externa. É isto mesmo, a dívida externa não foi paga como apregoam os petês. Ela ainda existe. O que foi pago e adiantadamente, numa manobra burra foi o FMI. Digo burra por que o juro do FMI é o mais barato do mundo. Quem paga credor barato para ficar com credor caro não é nada inteligente.
O governo dos petês aumentou violentamente os gastos públicos, incluindo o número de funcionários públicos. Para manter este aparato será necessária uma maior arrecadação, o que significa aumento de impostos.
O que nos tem salvado nos últimos dez anos são os ventos favoráveis à economia mundial, o que parece estar chegando ao fim. No ano passado, tivemos uma zona de turbulência, que foi segurada pelas reservas pesadas acumuladas. A marola durou pouco. Como nos comportarem diante não de uma pequena agitação, mas de uma grande bronca mundial não posso prever.
Existem duas pessoas inviáveis dentro de mim: a primeira, a que os meus inimigos imaginam; a segunda, a que os meus amigos propagandeiam.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
UMA VIRGEM E UM ESCORPIÃO NO VELHO MUNDO - TOMO VII
Matei a saudade dos bondes vendo os bondinhos de Lisboa. São amarelos como eram os nossos da Carris. Adivinhem o nome da empresa? É isto mesmo Carris.
Entre os pontos altos de lisboa o Castelo de São Jorge, o Mosteiro dos Jerónimos, o Parque das Nações, onde andamos um teleférico muito alto. (Notaram como acentuei Jerónimo e não Jerônimo, pois muitas palavras em Portugal se utiliza o acento agudo e não o circunflexo). Também, nesta linha, um dos monumentos mais famosos de Portugal que é a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, o qual tem a forma de proa de um navio apontando ao Novo Mundo.
Visitamos o Museu Nacional dos Coches é muito interessante. Coche é o que chamamos por aqui de carruagem, utilizada pelos reis portugueses. Muito luxo e beleza nos coches. Valeu a visita.
A rua comercial mais importante é a Rua Augusta. Acho que a de mesmo nome em São Paulo imitou a lisboeta. Na zona dos Restauradores também se encontra um comércio interessante e forte.
As livrarias de Lisboa são ótimas. Resisti a tentação de trazer uns livros. O problema é que livro pesa. E, eu já comprei livros de Lisboa, via postal, muito em conta, daí não valer a pena aumentar a nossa carga.
Quanto à comida é de salientar por óbvio o bacalhau e os pastéis de nata, além, é claro dos vinhos ótimos (beba com moderação).
Entre os pontos altos de lisboa o Castelo de São Jorge, o Mosteiro dos Jerónimos, o Parque das Nações, onde andamos um teleférico muito alto. (Notaram como acentuei Jerónimo e não Jerônimo, pois muitas palavras em Portugal se utiliza o acento agudo e não o circunflexo). Também, nesta linha, um dos monumentos mais famosos de Portugal que é a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos, o qual tem a forma de proa de um navio apontando ao Novo Mundo.
Visitamos o Museu Nacional dos Coches é muito interessante. Coche é o que chamamos por aqui de carruagem, utilizada pelos reis portugueses. Muito luxo e beleza nos coches. Valeu a visita.
A rua comercial mais importante é a Rua Augusta. Acho que a de mesmo nome em São Paulo imitou a lisboeta. Na zona dos Restauradores também se encontra um comércio interessante e forte.
As livrarias de Lisboa são ótimas. Resisti a tentação de trazer uns livros. O problema é que livro pesa. E, eu já comprei livros de Lisboa, via postal, muito em conta, daí não valer a pena aumentar a nossa carga.
Quanto à comida é de salientar por óbvio o bacalhau e os pastéis de nata, além, é claro dos vinhos ótimos (beba com moderação).
UMA VIRGEM E UM ESCORPIÃO NO VELHO MUNDO - TOMO VI
Uma maneira de economizar no exterior é andar de metrô ou de trem. É assim que Lourdes mais eu, entramos nos comboios (como dizem em Portugal), com duas malas enormes, mais as bagagens de mão. Exceto no metrô em Londres para o aeroporto de Heathrow, onde fomos ajudados por um cidadão inglês, no restante ninguém nos ajudou nas empreitadas.
Subir ou descer escadas com enormes malas é uma maravilha, mesmo se forem rolantes. Puxa, empurra, levanta, destranca, sobe e desce calçada. Vence 40 degraus com o malão, chega lá em cima e descobre que tinha elevador.
Uma cena ótima de participar é aquela em que você fica no exterior, na frente a esteira de bagagem chuliando se a sua vai chegar. Me divirto vendo as caras das pessoas olhando fixos para a entrada. O olhar de satisfação quando descobrem que o trator trouxe mais um lote de malas.
O viajante tem que acreditar. Acreditar por exemplo que você vai despachar uma mala em Porto Alegre e ela vai chegar sã e salva em Lisboa. Que bom que as nossas sempre chegaram. Em todo caso, é bom levar alguma coisa na bagagem de mão para senão você pode ficar sem nada em país estranho, tendo que sair gastando com um pequeno enxoval, nas espectativa de chegar "a posteriori" sua amada mala - se chegar.
Uma dica: não se envergonhe de levar uma verdadeira mudança na sua bagagem de mão, pois todo o mundo leva, na maior cara dura. É muito engraçado ver os sujeitos socando as malas para dentro dos compartimentos à cima dos bancos, muito semelhante a querer entrar um jogador de basquete como o Oscar dentro de um fusca.
Subir ou descer escadas com enormes malas é uma maravilha, mesmo se forem rolantes. Puxa, empurra, levanta, destranca, sobe e desce calçada. Vence 40 degraus com o malão, chega lá em cima e descobre que tinha elevador.
Uma cena ótima de participar é aquela em que você fica no exterior, na frente a esteira de bagagem chuliando se a sua vai chegar. Me divirto vendo as caras das pessoas olhando fixos para a entrada. O olhar de satisfação quando descobrem que o trator trouxe mais um lote de malas.
O viajante tem que acreditar. Acreditar por exemplo que você vai despachar uma mala em Porto Alegre e ela vai chegar sã e salva em Lisboa. Que bom que as nossas sempre chegaram. Em todo caso, é bom levar alguma coisa na bagagem de mão para senão você pode ficar sem nada em país estranho, tendo que sair gastando com um pequeno enxoval, nas espectativa de chegar "a posteriori" sua amada mala - se chegar.
Uma dica: não se envergonhe de levar uma verdadeira mudança na sua bagagem de mão, pois todo o mundo leva, na maior cara dura. É muito engraçado ver os sujeitos socando as malas para dentro dos compartimentos à cima dos bancos, muito semelhante a querer entrar um jogador de basquete como o Oscar dentro de um fusca.
UMA VIRGEM E UM ESCORPIÃO NO VELHO MUNDO - TOMO VI
A espectativa que se faz de Portugal é o do primo pobre da Europa. Um país velho, com casarios caindo aos pedaços; gente emburrada e de mal humor. Não achamos nada disso lá.
Lisboa apesar de ser menor que Porto Alegre é muito mais organizada, limpa e bonita. É uma verdadeira metrópole européia, não fazendo feio perante as mais mais famosas como Roma, Paris e Londres.
A gente conhece o pais mesmo é andando em seu interior, foi o que fizemos desta feita.
Foi assim que fomos de Lisboa em direção ao norte do pais, visitando as praias de Peniche e Alcobaça, a cidade de Fátima, com o seu santuário grandioso, e Leiria, Tomar com o seu castelo que abrigou os Templários, Águeda e Aveiro, e finalmente Porto e Gaia. Pouco mais da metade de Portugual, em seu sentido longitudinal.
Para as nossas medidas Portugual é muito pequeno. Pode-se atravessar o país em 7 horas de automóvel no seu sentido longitudinal, e em 3 horas no sentido transversal. Para se ter uma idéia no Rio Grande do Sul, se leva quase 12 horas para atravessá-lo em qualquer sentido.
Até chegar a cidade do Porto tivemos a impressão que Portugal tinha sido todo reconstruído. Em todas as cidades do interior, vilas e mais vilas de sobrados de alvenaria de grande porte, todos novos e principalmente brancos, dando a impressão de grandes maquetes. Nenhum barraco, nenhuma maloca, nada de grandes lixões, como se veem por aqui.
Todas as pessoas - não exagero no Todas - com quem conversamos nos trataram muito bem, gentis, educadas, preocupadas em nos esclarecer as dúvidas e facilitar nossa estada por aquelas plagas lusas.
Portugal um lugar para estar em casa, um lugar para voltar...
Lisboa apesar de ser menor que Porto Alegre é muito mais organizada, limpa e bonita. É uma verdadeira metrópole européia, não fazendo feio perante as mais mais famosas como Roma, Paris e Londres.
A gente conhece o pais mesmo é andando em seu interior, foi o que fizemos desta feita.
Foi assim que fomos de Lisboa em direção ao norte do pais, visitando as praias de Peniche e Alcobaça, a cidade de Fátima, com o seu santuário grandioso, e Leiria, Tomar com o seu castelo que abrigou os Templários, Águeda e Aveiro, e finalmente Porto e Gaia. Pouco mais da metade de Portugual, em seu sentido longitudinal.
Para as nossas medidas Portugual é muito pequeno. Pode-se atravessar o país em 7 horas de automóvel no seu sentido longitudinal, e em 3 horas no sentido transversal. Para se ter uma idéia no Rio Grande do Sul, se leva quase 12 horas para atravessá-lo em qualquer sentido.
Até chegar a cidade do Porto tivemos a impressão que Portugal tinha sido todo reconstruído. Em todas as cidades do interior, vilas e mais vilas de sobrados de alvenaria de grande porte, todos novos e principalmente brancos, dando a impressão de grandes maquetes. Nenhum barraco, nenhuma maloca, nada de grandes lixões, como se veem por aqui.
Todas as pessoas - não exagero no Todas - com quem conversamos nos trataram muito bem, gentis, educadas, preocupadas em nos esclarecer as dúvidas e facilitar nossa estada por aquelas plagas lusas.
Portugal um lugar para estar em casa, um lugar para voltar...
domingo, 17 de outubro de 2010
UMA VIRGEM E UM ESCORPIÃO NO VELHO MUNDO - TOMO V
Um dos episódios mais bonitos de nossa viagem ocorreu em Leiria, Portugal. A minha sobrinha Rosana, que reside no local, nos levou para jantar num lugar muito legal, com uma comida ótima, incluindo um excelente bacalhau.
Acontece que ali também é ponto de reunião de universitários. Leiria tem tradição quase milenar em suas confrarias universitárias. Estavam no restaurante dois enormes grupos destas entidades estudantis, as quais regados a um bom vinho, sangria ou cerveja, passaram a cantar trovas em desafios às outras mesas. As canções e os gritos guerreiros tomavam conta do imenso salão.
Em outras circunstâncias eu ficaria irado com tanto barulho e perturbação, mas eu via que ali estava diante de um momento mágico. Uma cultura que nascia do orgulho de pertencer a uma tradicional universidade lusa. Cantar pela sua grei: não existe maior justo motivo para tal mister.
Certamente eu e Lourdes jamais vamos esquecer aqueles momentos ali no meio dos estudantes portugueses.
Também vi na cidade que os estudantes a partir do segundo ano, ou seja, quando não mais calouros ou caloiros, como diriam eles, têm o direito de vestir-se de preto, com camisa branca e gravata também preta, tudo sobreposto por uma longa capa, que face ao calor levavam na mão. Colam na tal capa distintivos de mérito. Tem gente que tem quase toda a capa coberta pelos brasões e distintivos. Muito lindo mesmo. Vocês deviam ver a cara de orgulho que ostentavam.
Acontece que ali também é ponto de reunião de universitários. Leiria tem tradição quase milenar em suas confrarias universitárias. Estavam no restaurante dois enormes grupos destas entidades estudantis, as quais regados a um bom vinho, sangria ou cerveja, passaram a cantar trovas em desafios às outras mesas. As canções e os gritos guerreiros tomavam conta do imenso salão.
Em outras circunstâncias eu ficaria irado com tanto barulho e perturbação, mas eu via que ali estava diante de um momento mágico. Uma cultura que nascia do orgulho de pertencer a uma tradicional universidade lusa. Cantar pela sua grei: não existe maior justo motivo para tal mister.
Certamente eu e Lourdes jamais vamos esquecer aqueles momentos ali no meio dos estudantes portugueses.
Também vi na cidade que os estudantes a partir do segundo ano, ou seja, quando não mais calouros ou caloiros, como diriam eles, têm o direito de vestir-se de preto, com camisa branca e gravata também preta, tudo sobreposto por uma longa capa, que face ao calor levavam na mão. Colam na tal capa distintivos de mérito. Tem gente que tem quase toda a capa coberta pelos brasões e distintivos. Muito lindo mesmo. Vocês deviam ver a cara de orgulho que ostentavam.
FILHO DA SABEDORIA
Filosofia significa filho da sabedoria. A preocupação com a ciência dos porquês tem suas origens remotas mais conhecidas nos chamados pré-socráticos, no próprio Sócrates, em Platão e obviamente Aristóteles.
Quem de nós os interessados não leu O Banquete, A República, não se afundou na juventude em Espinosa ou Nietszke, não espiou Santo Agostinho, não fingiu que leu Marx?
Estou terminando de ler um livro sobre a história da filosofia, que me despertou o interesse na seqüência do pensamento humano, e já adquiri outro para me aprofundar mais um pouco.
Na verdade, embora a filosofia seja efetivamente a ciência que busca as respostas, ela não dá. Pelo contrário aumenta os porquês.
Platão citando Sócrates disse: só sei que nada sei.
A frase já é uma contradição em si. Se sei que nada sei, sei alguma coisa, logo não é verdade que nada sei.
Filosofia não é ciência para os conformados: é própria dos incomodados.
De onde vim; por que vim; de onde sai; para aonde vou?
No filme Mátrix, ao personagem principal é revelado que a sua vida é virtual, ou seja, não é verdade. Pois encontrei na filosofia alguma coisa também neste sentido, em autores com algumas centenas de anos.
É nada se cria, tudo se copia.
Quem de nós os interessados não leu O Banquete, A República, não se afundou na juventude em Espinosa ou Nietszke, não espiou Santo Agostinho, não fingiu que leu Marx?
Estou terminando de ler um livro sobre a história da filosofia, que me despertou o interesse na seqüência do pensamento humano, e já adquiri outro para me aprofundar mais um pouco.
Na verdade, embora a filosofia seja efetivamente a ciência que busca as respostas, ela não dá. Pelo contrário aumenta os porquês.
Platão citando Sócrates disse: só sei que nada sei.
A frase já é uma contradição em si. Se sei que nada sei, sei alguma coisa, logo não é verdade que nada sei.
Filosofia não é ciência para os conformados: é própria dos incomodados.
De onde vim; por que vim; de onde sai; para aonde vou?
No filme Mátrix, ao personagem principal é revelado que a sua vida é virtual, ou seja, não é verdade. Pois encontrei na filosofia alguma coisa também neste sentido, em autores com algumas centenas de anos.
É nada se cria, tudo se copia.
UMA VIRGEM E UM ESCORPIÃO NO VELHO MUNDO - TOMO IV
BEDROCK TOWN OU VALLETTA
Uma das melhores surpresas da viagem– e foram centenas – foi Malta.
Trata-se de um pequeno país com pouco mais de 316km2, num arquipélago formado por cinco ilhas, na maior delas está a capital Valletta. Para quem quiser localizar no mapa fica ao sul da Itália, próxima à Sicília.
Valleta é muito interessante, toda formada por rochas, a antiga possessão inglesa, guarda ainda uma interessante frota de velhos ônibus amarelos (yellows) ingleses. Nossa sobrinha – Fabiane – chama Valleta de Bedrock (ou seja a cidade dos Flinstones – Bedrock Town), haja vista a estrutura toda em rocha, e as construções milenares todas em pedra amarela.
Lamento o pouco tempo que ficamos em Bedrock, aliás Valleta. Acho que caberia, no mínimo ficar por lá uma semana. Quem sabe uma viagem exclusiva para Malta?
Uma das melhores surpresas da viagem– e foram centenas – foi Malta.
Trata-se de um pequeno país com pouco mais de 316km2, num arquipélago formado por cinco ilhas, na maior delas está a capital Valletta. Para quem quiser localizar no mapa fica ao sul da Itália, próxima à Sicília.
Valleta é muito interessante, toda formada por rochas, a antiga possessão inglesa, guarda ainda uma interessante frota de velhos ônibus amarelos (yellows) ingleses. Nossa sobrinha – Fabiane – chama Valleta de Bedrock (ou seja a cidade dos Flinstones – Bedrock Town), haja vista a estrutura toda em rocha, e as construções milenares todas em pedra amarela.
Lamento o pouco tempo que ficamos em Bedrock, aliás Valleta. Acho que caberia, no mínimo ficar por lá uma semana. Quem sabe uma viagem exclusiva para Malta?
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