domingo, 1 de junho de 2008

UMA FUGA À REALIDADE

Um fenômeno social de alta gravidade é o uso indiscriminado, e sem controle de medicamentos antidepressivos, e outras drogas empregadas como alívios a males que poderiam ser combatidos de outras formas além do uso deste tipo de expediente químico.
Alguns tipos de droga, tais como escitalopram, indicadas ordinariamente para a depressão e para transtornos como pânico, podem levar a pessoa a um estado de passividade diante de fatores adversos. A pessoa fica como anestesiada, num mundo de mentirinha.
Conta o anestesiologista Ronald Dworkin em seu livro a FELICIDADE ARTIFICIAL que as drogas psicotrópicas criam uma falsa sensação de felicidade. Ensina ele que as pessoas não conseguem se sentir miseráveis, mesmo quando a sua vida é miserável. Segue dizendo que as pessoas não conseguem suprimir a tristeza do seu cotidiano. Fala que a dor é uma necessidade ao individuo, o qual não toca numa chapa quente, por exemplo, pois se o fizer sentirá dor, evitando assim ser queimado. Ou seja, a dor sinaliza que existe alguma coisa errada. A felicidade artificial criaria uma eliminação da possibilidade de mudança.
Ora, sabemos que a felicidade não é um estado geral de espírito. A nossa vida é composta de momentos de felicidade, passagens de alegria, circunstâncias de tristeza e algumas vezes até de pânico. A alternância destes momentos é que valoriza os momentos de felicidade.
A construção destes períodos de intensa felicidade, dentro de passagens as quais chamo de neutras, também causam enorme satisfação. Nesta linha, por exemplo, estão as viagens, onde a preparação também constitui momento de enorme prazer. Se a viagem vai durar 10 dias, e neste período de passeio, fora de seu cotidiano, você viverá momentos alegres, até inesquecíveis, quando mais tempo você levar preparando esta viagem maior será o tempo de curtição.
Assim, não espante os momentos de tristeza de sua vida, pois eles também lhe fazem crescer. Escondê-los com a utilização de medicamentos só fazem empurrar com a barriga o problema. Saibam tirar lições destes momentos de adversidade. Você pode.

2 comentários:

Ivone disse...

Vou dar o ar da graça novamente neste caso!Concordo em parte !Em alguns casos existe realmente a necessidade deles(saúde).é claro que existem casos por ai que uso dele se faz pelo fato de querer tapar o sol com a peneira,ai é diferente!além de fazer mal para os olhos faz também mal para o coração!não é a toa que os antidepressivos(UM PELO MENOS QUE SEI) são chamados de PILULAS DA FELICIDADE!Com certeza sai fora da realidade........bjs

virginia disse...

Algumas vezes as circunstâncias de tristeza se mostram de tal monta que nada mais existe. Os momentos em que esquecemos nossas tristezas é que são as circunstâncias, o resto é vida. Virginia

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