sexta-feira, 25 de setembro de 2009

NA SE FAZEM MAIS MÃES COMO ANTIGAMENTE

Eu morava em Viamão, que fica uns 20km do centro de Porto Alegre. Era um lugar de gente pobre. Estávamos no começo dos anos 60. Pois neste ambiente simples, certa feita um menino de uns 7 anos chegou em casa com uma guloseima que havia furtado do armazém da esquina. A mãe, gente muito simples, que algumas vezes passava fome com os seus cinco filhos, percebeu que o menino estava com alguma diferente. Apertou o moleque, e este confessou que se tratava de coisa roubada.
Sem qualquer emoção, a mãe apanhou o guri pela orelha e caminhou quase um quilômetro até chegar ao armazém. Lá fez o danado devolver a guloseima, pedir desculpas para o comerciante, e voltar ainda carregado pela orelha- agora a outra.
Lembrei deste episódio, agora que um guri pichou a parede pintada de novo na escola, o que fez com a professora, indignada, forçasse que o aluno apagasse a imundície, retomando a pintura nova.
Pois a mãe do menor não fez o mesmo que a mãe os anos 60, pelo contrário botou a boca no mundo, defendendo o seu rebento desordeiro, e recriminando a professora.
Não é que tem gente contra a professora.
Se tivéssemos sempre uma professora desta coragem, certamente a nossa sociedade já estaria bem melhor.

Um comentário:

CORSETTI disse...

valeu o comentario la no blog e valeu mais ainda a visita que fiz aqui, ja ta no favoritos. Para um sujeito tosco de santa rosa como eu, algumas coisas são dificeis de acreditar. Essa confusão da professora é uma,, ta na hora de voltar ao meu tgempo de escola em que se pedia pra ir ao banheiro, e nem sempre a permissão era concedida.
parabens pelo blog e principalmente por nao ter vergonha de colocar tua opiniäo , mesmo que ela não seja , digamos assim, "MUDERRNAA!!"

ABS

marcelo

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