sexta-feira, 28 de novembro de 2008

PODERIAM TER DORMIDO SEM ESTA

Já disse várias vezes que a ignorância é muito diferente da burrice. Enquanto ignorância é simplesmeste ignorar alguma coisa, ou seja, não saber; não ter conhecimento de alguma coisa, a burrice é sinônimo de pouca inteligência. Nesta linha, o presidente é ignorante em muita coisa, mas burro não é. Assim o é, que às vezes ele diz alguma coisa verdadeira, e até com alguma inteligência. Foi assim quando afirmou: “O que não é possível, e nenhum brasileiro pode aceitar, é alguém fazer 90 dias de greve e receber os dias parados, porque, aí, deixa de ser greve e passa a ser férias”. Trata-se de uma verdade evidente, mas que acontece somente no setor público.
A greve é um direito legítimo dos trabalhadores de todo mundo. A categoria profissional cruza os braços, deixando o empregador no prejuízo, o que o obriga a negociar. Pelo outro lado, o empregado fica também sem o seu salário corresponde aos dias de parede. Neste jogo de pesos e contrapesos quase sempre existe o acordo, o qual põe fim ao movimento.
Acontece que os funcionários públicos que contam com apoio incondicionado da imprensa, especialmente a chamada “mídia amiga” fazem greve e praticamente obrigam o administrador a lhes pagar os dias de paralisação. Assim, ao iniciar uma greve o funcionário sabe de antemão que está tendo na verdade – segundo as palavras de Lula - dias de férias- , ou seja, risco zero.
A farra termina quando o governante tem pulso forte, e não liga a mínima para o que pensa a imprensa. Foi o caso de Yeda no episódio da greve dos professores que terminou hoje.
Noutro escrito anterior, eu já contei a história toda, pelo que não vou aqui repetir. Os professores, vulgo trabalhadores em educação, não têm a mínima razão no episódio, tendo ganhado um piso o querem transformar em plataforma para aumentos sem causa, querendo impor ao governante a obrigação de lhes conceder mais ganhos sem qualquer previsão orçamentária.
Eles falam em corte do ponto. Não há corte do ponto, mas sim falta de ponto. Eles não foram trabalhar, logo não bateram o ponto. Logo, não há ponto. Se não há ponto, não há ponto a ser cortado. Não foi a governadora quem cortou o ponto, foram eles que faltaram ao ponto. Ponto.
É evidente que os caciques do CEPERGS SINDICATO perderam a quebra de braço com a governadora, em especial pela redução do contracheque dos grevistas. Eles estavam acostumados em paralisar e receber, aí quando viram que teriam prejuízo, saíram nadando em alta velocidade como ratos do navio naufragando.
Como sói acontecer a arrogância não deixa que reconheçam a verdade e saíram atirando, mas as balas são de festim. Vamos ver se, depois desta, eles deixam os alunos em paz, e continuem a dar pelo menos as aulas que costumam ministrar aos jovens, as quais, se não são as de meus sonhos e de meus tempos, pelo menos são melhores do que nada.

Um comentário:

Ivone disse...

Toda escola quando o professor falta risca o ponto,pelo menos na minha é assim,nao te conversa!Tem que trazer justificativa em 48 hs!Assim mesmo é descontado no salario,porque nao fazer isso para os grevistas,mais do que justo com os outros que estão trabalhando!Greve agora no final do ano também é burrice!só serve pra atrapalhar as férias dos alunos,pra mais nada!,Compensar agora,será que irão,duvido!Deveriam verificar irão!bjs

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