Não acho necessário buscar a inscrição da entrada do Oráculo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”. Muito menos, acho carecer de buscar em Freud algum ensinamento sobre a necessidade do auto conhecimento. Prefiro ficar nas minhas leituras de adolescente com o impagável Kahlil Gibran, em A VOZ DO MESTRE, onde dizia: “Tua vida, meu irmão, é uma habitação solitária, separada das moradas dos outros homens. É uma casa em cujo interior nenhum olhar de vizinho pode penetrar. Não fosse por esse abandono e solidão, eu acreditaria, ao ouvir tua voz, ser minha voz falando; ou, vendo teu rosto, que eu me estava mirando num espelho.”
A gente pode conhecer, ou imaginar que conhece, todas as pessoas, mas morreremos sem conhecer estas criaturas que somos nós. A cada me surpreendo com as coisas que sou capaz de fazer: tanto as boas, quanto as más.
Há muitos anos vi uma entrevista do ex-vice presidente do Brasil, o mineiro Aureliano Chaves, onde ele falava que a tendência do homem, - especialmente falava dos políticos - , é imaginar-se bonzinho. A pessoa assim em estado de anestesia geral, imagina que tudo o que faz é bom. A maldade sempre está nas outras pessoas, que ou são más, ou a entende mal. Citava ele o exemplo dos governantes, trazendo inclusive à baila o famigerado Fidel Castro que costuma dizer desnecessária eleição em Cuba, pois se a revolução é boa por que cambiar? Em suma: se eu sou bom por que me trocar por outro, não tão bom quanto eu?
É muito difícil para o homem entender seus limites. A tendência é que a gente nunca é culpado de nada, sempre existem outras pessoas que fazem as coisas erradas, e quando, eventualmente, nós fizemos alguma coisa ruim, foi por indução maldosa de outrem.
Tenho me esforçado ao longos destes anos todos para fugir desta armadilha. Nem sempre consigo. Cada dia tento descobrir um novo cantinho de minha personalidade que ainda não vasculhei.
Essa busca vez me decepciona; vez me dá profunda satisfação pessoal. Acho que tenho pequeno saldo positivo. Tento ampliar este superávit, para tal mister conto com a colaboração dos verdadeiros amigos: poucos, mas sinceros.,
Existem duas pessoas inviáveis dentro de mim: a primeira, a que os meus inimigos imaginam; a segunda, a que os meus amigos propagandeiam.
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