quinta-feira, 16 de abril de 2009

FUGINDO DA BOIADA

Jung (1875-1961) foi escolhido por Freud como o seu mais importante seguidor. Isto, evidentemente não foi por acaso.
No entanto, é dele este texto surpreendente:
“O que impulsiona alguém a escolher seu próprio caminho, e a elevar-se acima da massa, é o que se chama designação, um fato irracional, traçado pelo destino, que impele o indivíduo a emancipar-se da massa gregária e de seus caminhos desgastados pelo uso. Personalidade verdadeira sempre supõe designação e nela deposita sua confiança.”
Às vezes, gosto de exagerar e usar uma linguagem popular (popularesca até) para traduzir um pensamento típico intelectual como este de Jung. Nessa linha, poderia dizer que o mestre disse que somente o destino, ou seja, a predestinação pode levar o boi a afastar-se da boiada. Somente fatores alheios à vontade do sujeito poderão levá-lo a ser diferente dos outros, enfim, a se destacar na multidão. Levá-lo a não ser apenas mais um.
Li e fiquei pensando muito tempo. Sabe que eu não concordo?
Acho que, em termos de comportamento, o homem é senhor de seu próprio destino. A mediocridade é voluntária.
Tem gente que faz questão de se esconder na multidão. E, isso não é designo divino, nem força do destino, é voluntário. É cômodo.
Quem não procede assim, não raro, é mal interpretado: ele quer aparecer; ele quer ser diferente.
Defendo a tese de que a gente tem que lutar para ser diferente; para se destacar no meio do povo. É claro que por boas ações. Iniciativas de qualidade. Ações que agreguem, somem e sejam perenes.
Passar pela vida sem deixar marcas? Qual a razão de viver? Qual o sentido da nossa vida?

Um comentário:

Ivone disse...

Gostaria muito de ter esses pensamentos assim desde pequena,conseguir falar em público era uma tortura,tinha a nítida impressão que algum iria me olhar e dizer:CALA A BOCA,NÃO DIZ BESTEIRAS!Custei muito pra falar em público sem pensar assim!Um exemplo facil de dizer isso é quando a professora ia fazer uma prova oral,que na época era quase sempre que faziam ,eu podia saber toda matéria na ponta da lingua mas o medo de errar ou dizer bobagem me fazia tirar zero!Ficava eu olhando pra cara da profe sem dizer uma palavra!Se fosse hoje certamente diria e faria gozação ainda no caso de erro!Não concordo no sentido de comodismo,não querer fazer e sim não conseguir por esse ou outro problema!BOA SEMANA E BOM FERIADO!

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