sexta-feira, 10 de abril de 2009

HÁ, ESSES MOÇOS, POBRES MOÇOS

Eu já disse que a nossa geração em matéria de criação dos filhos é um fracasso. Pois, isto fica bem claro com os nossos jovens jogadores de futebol que vão para o exterior. Eles passam todo o tempo pensando num contrato com um clube estrangeiro, sonhando certamente em fazer um pé de meia, e depois voltar para o Brasil.
Quando conseguem, dificilmente se adaptam às novas condições que encontram nos locais para onde se transferem. As cidades do clube que lhes contratam, na maioria das vezes, são metrópoles de países adiantados, onde qualquer pessoa bem preparada viveria maravilhosamente.
Pois, os nossos jogadores tupiniquins não se preocupam em aprender a língua da terra; se reúnem em repúblicas com outros jogadores brasileiros, onde, obviamente só falam português, ao invés de falar a língua local e comer a comida comum aos moradores; ficam fazendo feijão, arroz e churrasco, e tomando cerveja gelada. A diversão é tocar pagode com os amigos. Em resumo, não aproveitam nada do que o local lhe põe à disposição.
Não carece ser muito experto para concluir que eles não aprendem nada, voltam de lá exatamente como foram. O pior é que não se adaptam, e ficam falando o tempo todo em ir embora para o Brasil, o que desgosta profundamente o time local.
Não ligam à mínima para os contratos que assinaram, somente querem saber de voltar. Não raro, entram em depressão.
A fila é enorme, mas o exemplo último é do Adriano. Certamente, para ele foi uma tortura morar na Itália, pois disse que adora subir o morro e ficar na favela. Morar em Milão para ele deve ter sido um sofrimento. Estive lá, e acho que ele tem razão não é lugar para ele.
Os bons exemplos se contam nos dedos: Falcão, Zico e Dunga. Não é por outra causa, que se destacaram depois de encerradas as respectivas carreiras de jogador. Os três foram ou são treinadores de seleção nacionais.
Tudo isso constitui uma grossa injustiça, principalmente com aqueles jovens brasileiros que vão para o exterior na esperança de uma vida melhor, adotando qualquer tipo de atividade, incluindo lavagem de pratos para sobreviver.
Eles acabam deixando a oportunidade passar, pois ao voltar para o Brasil, são recebidos no primeiro momento num clube grande ou médio, mas vão caindo até desaparecer no cenário futebolístico nacional.
Alguns arrumam uma “Maria Chuteiras” para casar, quase sempre com uma loira tipo gostosona. Ela logo arranja um filho para prender o incauto e garantir uma pensão futura. Não demora muito, arruma uma separação ou divórcio, pagando uma pensão enorme, de acordo com os seus ganhos. Logo, termina a sua curta carreira, e ele fica com o abacaxi eterno para descascar, e entra em depressão.

Um comentário:

Ivone disse...

infelizmente isso nã acontece só com jogadr de futebol,os jovens de hoje querem só viver o presente e era isso!futuro???que futuro!!!!!

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